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22/07/2026
21/12/2020
Censura Já!!
“Para que diabos ter uma estante pejada de livros, se a Google tem todos os conteúdos de todos os livros e dispersou-os pelo mundo através da sua magnânima beneficência? Os livros são pesados, sujos, poeirentos e desintegram-se nos nossos pulmões. Para quê possuir enciclopédias quando há todo um wiki-universo? E por aí fora. Para quê haver lojas de discos, livrarias, lojas de vídeo, áreas comerciais quiosques, cinemas, teatros, óperas, bibliotecas, escolas, parques, edifícios governamentais, salas de reunião, etc., etc.? Os espaços públicos, os mercados e interagir com outras pessoas é algo primitivo, pasto de germes e coisa perigosa. Bem vistas as coisas, tudo pode ser feito online, seus primatas! A única que agora uma pessoa precisa é de uma Whole Foods, de uns bares da moda e de um aeroporto para voar até ao Myanmar, antes que fique manco.
Os Senhores dos computadores querem controlar tudo e peça fundamental para controlar todas as coisas é controlar a perceção dos outros. A perceção de como as coisas são, a maneira como as coisas funcionam e o que aconteceu na História são importantes, assim, eles podem moldar a sua versão dos eventos e controlar a narrativa – controlar as mentes das massas para as transformar em melhores e mais complacentes consumidores/servas.
As “tralhas” que os “acumuladores” retêm, todavia, podem contar a história que refuta ou desafia, de certo modo, a versão dos eventos contada pelos suseranos dos computadores. A coleção de discos, de revistas ou de jornais pode revelar algumas pistas em relação a um movimento social ou tendência, moda ou sensibilidade que desafiam o estrangulamento imbecil das consciências, perpetrado por esses “senhores”. Um arroto de resistência. Uma pista para uma saída. Um sinal de que a vida não depende verdadeiramente do acesso de alta velocidade da internet. A fisicalidade do objeto infere que, outrora, as coisas tiveram significado, que cada coisa não é só fazer um ”post” equívoco e sem significado no Tumblr.”
Ian F. Svenonius – “Censura Já!!” - 2015
Ian F. Svenonius – “Censura Já!!” - 2015
01/06/2019
Novos Monopólios
"O Facebook é o caso perfeito para inverter caminho,
justamente por a empresa obter o seu rendimento com anúncios dirigidos, o que
significa que os utilizadores não têm que pagar para utilizar o serviço. Mas ele
não é realmente gratuito, e de certeza que não é inofensivo.
O modelo do Facebook assenta em capturar ao máximo a nossa
atenção, para encorajar as pessoas a criarem e a partilharem mais informações
sobre quem são e quem desejam ser. Pagamos o Facebook com os nossos dados e a
nossa atenção, e por qualquer desses critérios ele não sai barato."
Chris
Hughes (co-fundador do Facebook) – The New York Times / Expresso
09/01/2011
Tinta nos Nervos
«Esta exposição visa dar uma perspectiva ampla da criação da banda desenhada portuguesa, procurando o encontro com novos públicos diversificados e expandindo a percepção social desta linguagem. A banda desenhada é sobretudo conhecida como uma linguagem de entretenimento, de massas, afecta ao público infanto-juvenil, sendo muito difícil que alguém não conheça as muitas personagens famosas que compõem essa paisagem cultural. No entanto, tal como em quase todos os outros campos artísticos, a banda desenhada também tem um número de autores que a procuram empregar como um meio de expressão mais pessoal, ou uma disciplina artística aberta a experimentações várias, informadas pelos discursos contemporâneos. Seja pelo lado da escrita, com autores a explorar a autobiografia, uma abordagem da paisagem cultural nacional, problemas de género ou políticos, seja pelo lado da visualidade, explorando novas linguagens, estruturações da página e até graus de abstracção. O mercado de banda desenhada em Portugal, não sendo propriamente forte nem muito diverso, quer em termos de traduções de obras contemporâneas ou históricas quer de trabalhos originais nacionais, é contraposto por toda uma série de experiências em círculos da edição independente ou de projectos alternativos que tem sido um produtivo solo para criadores extremamente interessantes e inovadores.A exposição presente focará sobretudo autores modernos e contemporâneos – ainda que haja um desvio por dois autores históricos, experimentais na sua época: Rafael Bordalo Pinheiro, o “pai” da banda desenhada moderna portuguesa, e Carlos Botelho, autor do magnífico "Ecos da Semana" – que procuram elevar a banda desenhada a uma linguagem adulta e inovadora artisticamente. Do desenho suave de Richard Câmara às experiências de Pedro Nora, do minimalismo a preto-e-branco de Bruno Borges à multiplicidade de Maria João Worm, da presença solta de Teresa Câmara Pestana à exuberância das cores de Diniz Conefrey, da austeridade de Janus à vivacidade de Daniel Lima, haverá um largo espectro, ainda que pautado por critérios de pertinência artística, representativo desta área no nosso país. Estarão presentes autores de algum sucesso comercial e crítico (como, por exemplo, José Carlos Fernandes, António Jorge Gonçalves, Filipe Abranches, Nuno Saraiva e Victor Mesquita) e outros autores de círculos mais independentes (de Jucifer/Joana Figueiredo a André Lemos, Miguel Carneiro e Marco Mendes); autores cujas bandas desenhadas parecem obedecer às regras mais convencionais e clássicas da sua fabricação mas para explorar temas disruptivos (como Ana Cortesão, Pedro Zamith e Marcos Farrajota) e outros que as parecem ultrapassar em todos os aspectos (como Nuno Sousa, Carlos Pinheiro ou Cátia Serrão); e ainda artistas que criaram objectos impressos que empregam elementos passíveis de aproximação a uma leitura ampla da banda desenhada, isto é, fazem-nos pensar numa sua possível definição ou apreciação mais alargada (como Eduardo Batarda, Tiago Manuel, Isabel Baraona e Mauro Cerqueira). Nalguns casos, a exploração que os artistas fazem do desenho ganham corpo noutros objectos que não de papel, e que serão integrados nesta mostra (animações, esculturas, bonecos, maquetas, e fanzines-objecto, com larga incidência para aqueles criados por João Bragança).
A lista, que não pretende, de forma alguma, o que seria impossível, ser vista nem como absoluta nem como exaustiva, dos artistas é como segue: Alice Geirinhas, Ana Cortesão, André Lemos, António Jorge Gonçalves, Bruno Borges, Carlos Botelho, Carlos Pinheiro, Carlos Zíngaro, Cátia Serrão, Daniel Lima, Diniz Conefrey, Eduardo Batarda, Filipe Abranches, Isabel Baraona, Isabel Carvalho, Isabel Lobinho, Janus, João Fazenda, João Maio Pinto, José Carlos Fernandes, Jucifer (Joana Figueiredo), Luís Henriques, Marco Mendes, Marcos Farrajota, Maria João Worm, Mauro Cerqueira, Miguel Carneiro, Miguel Rocha, Nuno Saraiva, Nuno Sousa, Paulo Monteiro, Pedro Burgos, Pedro Nora, Pedro Zamith, Pepedelrey, Rafael Bordalo Pinheiro, Richard Câmara, Susa Monteiro, Teresa Câmara Pestana, Tiago Manuel e Victor Mesquita.»
A exposição estará patente a partir de 10 de Janeiro até 27 de Março no Museu Berardo no CCB em Lisboa, sendo comissariada por Pedro Moura e será acompanhada por um catálogo. [imagem não oficial da autoria de André Lemos]
19/05/2010
Encontros do Relógio
"Esta quinta-feira, dia 20 às 22:10 (à hora em que param os relógios) tem inicio no Café A Brasileira uma rubrica de eventos e tertúlias denominada ENCONTROS DO RELÓGIO, que alude ao antigo relógio que havia nesse espaço e que foi e continua a ser (agora pela ausência) uma referência para muitos frequentadores do café. O relógio estava já parado quando foi retirado do tecto durante as obras de remodelação.O título deste tema inicial, “O ESTADO DAS CULTURAS”, corresponde a uma placa tipográfica encontrada no jardim da Livraria Centésima Página, que foi durante mais de quarenta anos a sede do jornal Diário do Minho. Referia-se na altura, algures nos anos 50, a uma coluna de informações agrícolas. Aqui representa uma perspectiva de abordagem da multiplicidade de culturas que se sobrepõem e interagem, positiva e criativamente ou não, mas que juntas constroem a identidade cultural da cidade.
Os convidados são: Ângela M. Ferreira - fotógrafa, docente e directora de curso na ESAP, responsável em co-autoria pela direcção dos Encontros da Imagem, além de estar envolvida em alguns eventos recentes de sucesso, como o Cinema de Almofada e o Tchau Laura. Alberto Silva - ex-programador cultural da Velha-a-Branca, coleccionador na área de fanzines, ilustração e banda desenhada (e ainda de relógios!) e um comentador activo, em blogues e jornais, da vida cultural da cidade. E Jorge Miguel Corais - director do Parque de Exposições de Braga, um local privilegiado de envolvimento com esse cruzamento e multiplicidade de culturas que o tema da tertúlia pretende realçar. A moderação da conversa está a cargo do jornalista Paulo Sousa."
Etiquetas:
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09/05/2010
10 anos da MMMNNNRRRG
14 e 15 de Maio --- Maus Hábitos (Porto)dia 14: lançamento de Penis Assassino de Janus
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concertos + djing:
dia 14: Kanukanakina + Claiana + dj Shree Svathistana
dia 15: Ghuna X (lançamento de Patine - Joint Operation Records) + Rudolfo + Yoshi, o puto dragão + undj MMMNNNRRRG
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animações de Janus, Doutor Uránio, Le Dernier Cri, Nini666...
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mercado do livro (dia 15, 15h30 - 19h30) com as presenças das seguintes editoras MMMNNNRRRG (claro!), Chili Com Carne (c/ livros do Le Dernier Cri), Ruru Comix, Soopa, Marvellous Tone, Plana Press, Edições Mortas, Thisco, Opuntia Books, Braço de Ferro, Latrina do Chifrudo, Gajos da Mula, Reject'zine, Dama Aflita a representar Café Royal, zine Durty Kat, a confirmar Trem Azul.
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organização: MMMNNNRRRG, Marvellous Tone, Ruru Comix
06/01/2010
Clarabóia
Foi com grande expectativa e satisfação que recebi a clarabóia - agenda cultural da Casa do Professor. A nova agenda, coordenada por João A. Catalão, apresenta as mais diversas actividades para os meses de Janeiro e Fevereiro. Organizada em diversos eixos programáticos que vão do cinema, música, tertúlias, exposições, visitas guiadas, até às actividades lúdicas para todas as idades, promete uma intervenção que não se esgota na Casa do Professor, alargando-se a diversos outros espaços da cidade de Braga.
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