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29/08/2020

100 Livros Portugueses do Século XX

1. A Cidade e as Serras (1901) – Eça de Queirós
2. Gente Singular (1909) – Manuel Teixeira Gomes
3. Marânus (1912) – Teixeira de Pascoaes
4. Húmus (1917) – Raul Brandão
5. Pedro o Cru (1918) – António Patrício
6. Terras do Demo (1919) – Aquilino Ribeiro
7. Clepsidra (1920) – Camilo Pessanha
8. Ensaios (1920) – António Sérgio
9. Canções (1922) – António Botto
10. Poemas de Deus e do Diabo (1925) – José Régio
11. A Selva (1930) – Ferreira de Castro
12. Charneca em Flor (1931) – Florbela Espanca
13. Gladiadores (1934) - Alfredo Cortês
14. Mensagem (1934) – Fernando Pessoa
15. A Criação do Mundo (1937) – Miguel Torga
16. Sedução (1937) – José Marmelo e Silva
17. Nome de Guerra (1938) – Almada Negreiros
18. Contos Bárbaros (1939) – João de Araújo Correia
19. Gaibéus (1939) – Alves Redol
20. Solidão / Notas do Punho de Uma Mulher (1939) – Irene Lisboa
21. Apenas uma Narrativa (1942) – António Pedro
22. O Barão (1942) – Branquinho da Fonseca
23. Historiazinha de Portugal (1943) -  Adolfo Simões Müller
24. Noite Aberta aos Quatro Ventos (1943) – Adolfo Casais Monteiro
25. Mau Tempo no Canal (1944) – Vitorino Nemésio
26. O Caminho da Culpa (1944) – Joaquim Paço D’Arcos
27. O Dia Cinzento (1944) – Mário Dionísio
28.  Poesia (1944) – Sophia de Mello Breyner Andresen
29. Poesias (1944)– Álvaro de Campos
30. Odes (1946) – Ricardo Reis
31. Poemas (1946) – Alberto Caeiro
32. Poesias (1946) – Mário de Sá-Carneiro
33. A Toca do Lobo (1947) – Tomás de Figueiredo
34. Ossadas (1947) – Afonso Duarte 
35. As Mãos e os Frutos (1948) – Eugénio de Andrade
36. Poesia I (1948) - José Gomes Ferreira
37. Retalhos da Vida de Um Médico (1949) – Fernando Namora
38. A Secreta Viagem (1950) – David Mourão-Ferreira
39. O Fogo e as Cinzas (1953) – Manuel da Fonseca
40. Pelo Sonho é que Vamos (1953) – Sebastião da Gama
41. A Sibila (1954) – Agustina Bessa-Luís
42. História da Literatura Portuguesa (1955) – António José Saraiva / Óscar Lopes
43. Movimento Perpétuo (1956) – António Gedeão
44. Dimensão Encontrada (1957)– Natália Correia
45. Pena Capital (1957) – Mário Cesariny
46. Teatro (1957) – Bernardo Santareno
47. A Origem (1958) – Graça Pina de Morais
48. Léah (1958) – José Rodrigues Miguéis
49. No Reino da Dinamarca (1958) – Alexandre O’Neill
50. A Cidade das Flores (1959) – Augusto Abelaira
51. Bastardos do Sol (1959) – Urbano Tavares Rodrigues
52. Tanta Gente, Mariana… (1959) - Maria Judite de Carvalho
53. A Colher na Boca (1961) – Herberto Helder
54. Felizmente Há Luar! (1961) – Luís de Sttau Monteiro
55. O Palhaço Verde (1961) – Matilde Rosa Araújo
56. Rumor Branco (1962) – Almeida Faria
57. Xerazade e os Outros (1964) – Fernanda Botelho
58. A Torre da Barbela (1964) – Ruben A.
59. Praça da Canção (1965) – Manuel Alegre
60. Estou Vivo e Escrevo Sol (1966) – António Ramos Rosa
61. Teoria da Literatura (1967) – Vítor Aguiar e Silva
62. O Delfim (1968) – José Cardoso Pires
63. A Noite e o Riso (1969) – Nuno Bragança
64. As Aves (1969) – Gastão Cruz
65. Maina Mendes (1969) – Maria Velho da Costa
66. Peregrinação Interior (1971) – António Alçada Baptista
67. A Raiz Afectuosa (1972) – António Osório
68. Novas Cartas Portuguesas (1972) – Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa
69. Os Sítios Sitiados (1973) – Luiza Neto Jorge
70. Paisagens Timorenses com Vultos (1974) – Ruy Cinatti
71. Toda a Terra (1976) – Ruy Belo
72. O Que Diz Molero (1977) – Dinis Machado
73. Finisterra (1978) – Carlos de Oliveira
74. O Labirinto da Saudade (1978) – Eduardo Lourenço
75. Rosa, Minha Irmã Rosa (1979) - Alice Vieira
76. Sinais de Fogo (1979) – Jorge de Sena
77. Instrumentos para a Melancolia (1980) – Vasco Graça Moura
78. Uma Exposição (1980) – João Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, Jorge Molder
79. O Silêncio (1981) – Teolinda Gersão
80. Livro do Desassossego (1982) – Fernando Pessoa / Bernardo Soares
81. Memorial do Convento (1982) – José Saramago
82.  Os Universos da Crítica (1982) – Eduardo Prado Coelho
83. Para Sempre (1983) – Virgílio Ferreira
84. Amadeo (1984) – Mário Cláudio
85. Um Falcão no Punho – Diário I (1985) – Maria Gabriela Llansol
86. Adeus, Princesa (1986) – Clara Pinto Correia
87. As Moradas 1 & 2 (1987) – António Franco Alexandre
88. O Medo (1987) – Al Berto
89. Gente Feliz com Lágrimas (1988) – João de Melo
90. O Pequeno Mundo (1988) – Luísa Costa Gomes
91. A Ilha dos Mortos (1991)– Luís Filipe Castro Mendes
92. A Musa Irregular (1991) – Fernando Assis Pacheco
93. Um Canto na Espessura do Tempo (1992) – Nuno Júdice
94. Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde (1994) – Mário de Carvalho
95. Vulcão (1994) – Luís Miguel Nava
96. Guião de Caronte (1997) – Pedro Tamen
97. Geórgicas (1998) – Fernando Echevarria
98. O Vale da Paixão (1998) – Lídia Jorge
99. Cenas Vivas (2000) – Fiama Hasse Pais Brandão
100. Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura (2000) – António Lobo Antunes
*Jornal Público - 27 abr 2002

22/06/2010

Abril em Portugal

Quem como eu começou a ler banda desenhada em finais dos anos 80 do século passado, certamente se recordará da pobreza do panorama que Portugal apresentava. As poucas editoras existentes no nosso mercado limitavam-se a publicar em álbum autores franco-belgas (Hergé, E. P. Jacobs, Hermann, Morris, Jijé, Tardi, J. Martin, Moebius, etc.), uns poucos italianos (Manara, Pratt, Serpieri) e mais uma ou outra excepção (Bilal, Segrelles, Prado,…). Depois havia também à venda nos quiosques, os livros com os personagens da Disney (Mickey, Donald, Tio Patinhas, etc.) e os livros com os Super-Heróis (Homem Aranha, Batman, Super Homem, Capitão América, etc.). Tanto os livros com os personagens da Disney como os livros dos Super-Heróis eram edições brasileiras da mega Editora Abril. No meio destas séries intermináveis de tralha de linha de produção em massa começaram a aparecer, também vindos do Brasil, outras coisas que me marcaram profundamente como a revista Animal, a Chiclete com Banana, os Piratas do Tietê, etc., mas disso poderemos falar noutra altura.
A mesma Editora Abril, uma das maiores editoras de banda desenhada do mundo, começou também a editar em formato americano (comic-book) uma série de obras marcantes como Batman – Asilo Arkham, Watchmen, Ronin, Batman – Ano Zero, etc. Outras edições da Abril foram as séries Graphic Marvel e Graphic Novel, que chegavam a Portugal com muita irregularidade e mediante as sobras das vendas no Brasil. A série Graphic Novel editada originalmente no Brasil entre Janeiro de 1988 e Junho de 1992, inicialmente com periodicidade quinzenal e depois mensal, apresentou diversas obras de autores americanos e europeus, impressas a cores em papel de boa qualidade e com histórias auto conclusivas.
Tanto quanto eu sei, só chegaram a Portugal os primeiros 23 números dos 29 que foram publicados no Brasil. A vermelho os números que me faltam.

SÉRIE GRAPHIC NOVEL:

1- X-Men - O conflito de uma raça - Chris Claremont (texto); Brent Anderson (arte)
2- Demolidor - Amor e Guerra - Frank Miller (texto); Bill Sienkiewicz (arte)
3- A Morte do Capitão Marvel - Jim Starlin
4- O Homem-Aranha - Marandi - Susan K. Putney (texto); Berni Wrightson (arte)
5- Batman - A Piada Mortal - Alan Moore (texto); Brian Bolland (arte)
6- Homem de Ferro - Crash - Mike Saenz (texto); William Bates (arte)
7- Batman - O Filho do Demônio - Mike W. Barr (texto); Jerry Bingham (arte)
8- O Edifício - Will Eisner
9- A Era Metalzóica - Pat Mills (texto); Kevin O'Neill (arte)
10- Void Indigo - Prelúdio de uma Vingança - Steve Gerber (texto); Val Mayerik (arte)
11- Surfista Prateado - Parábola - Stan Lee (texto); Moebius (arte)
12- Rocketeer - Dave Stevens
13- Contos de Asgard - A Bandeira do Corvo - Alan Zelenetz (texto); Charles Vess (arte)
14- A Morte de Groo - Mark Evanier (texto); Sergio Aragonés (arte)

15- Legião Alien em Um Dia Para Morrer - Alan Zelenetz (texto); Frank Cirocco (arte)
16- O Sombra 1941 - O Horóscopo de Hitler - Denny O'Neil (texto); Michael Kaluta (arte)
17- Dr. Estranho em Shamballa - J. M. DeMatteis (texto); Dan Green (arte)
18- Arena - Bruce Jones
19- Blanche Epifany - Jacques Lob (texto); Georges Pichard (arte)
20- Wolverine & Nick Fury - Conexão Scorpio - Archie Goodwin (texto); Howard Chaykin (arte)
21- Blueberry em Forte Navajo - Jean-Michel Charlier (texto); Jean Giraud (arte)
22- Frank Cappa em Viet-Song - Manfred Sommer
23- As Aventuras de Dieter Lumpen - Inimigos Comuns - Jorge Zentner (texto); Rubén Pellejero (arte)
24- Dead-End - Na Velocidade dos Anos Solitários - Seyer
25- Crepúsculo - Pasqual Ferry

26- Mundo Cão - Miguelanxo Prado
27- Wallaye! - Keubla e Kebra na África - Jano
28- Pixotes - José Louis Bocquet (texto); Arno (arte)

29- Smack! - Frank Margerin.

03/01/2010

2009 - Lost in Music

O final do ano é sempre época de balanços. Neste caso, não é uma lista das melhores edições de 2009, mas alguns dos discos que ouvi com mais insistência ao longo deste ano e que mais prazer me deram. Alguns, foram adquiridos este ano e já os procurava há bastante tempo, outros completam discografias e outros ainda são regressos habituais.
Por fim, destaco também alguns blogues que foram de visita musical obrigatória em 2009.

DISCOS:
Alan Vega/Alex Chilton/Ben Vaughn – “Cubist Blues Redux” (Last Call Records, 2006)
Annette Peacock – “Abstract-Contact” (Ironic Records, 1988)
Annette Peacock – “I Have No Feelings” (Ironic Records, 1989)
Astonishing Urbana Fall – “Rhizome (Prelude)” (Ed. Autor, 2002)
Bill Fay – “Bill Fay” (Eclectic Discs, 2005, Reed.)
Bill Rieflin & Chris Connelly – “Largo” (First World Music, 2001)
Bourbonese Qualk – “Unpop” (Total, 1991)
Carlos Zíngaro – “Cenas de uma tarde de Verão” (AnAnAnA, 1997)
Cathal Coughlan – “Grand Necropolitan” (Kitchenware, 1996)
Coil – “Black Antlers” (Threshold House, 2006)
David McComb – “The Message” (The Foundation Label, 1991)
Eyeless in Gaza – “Streets I Ran” (A-Scale Recordings, 1995)
The Fatima Mansions – “Against Nature” (Kitchenware, 1989)
Lula Pena – “Phados” (Carbon 7, 1998)
Mary Margaret O’Hara – “Miss America” (Virgin, 1988)
Megafone – “Megafone IV” (Pérola Negra, 2005)
Mola Dudle – “Mobília” (AnAnAnA, 2001)
Peter Hammill – “Clutch” (Fie! Records, 2002)
The Pop Group – “We Are All Prostitutes” (Radarscope Records, 1998)
Spahn Ranch – “Thickly Settled” (Insight, 1987)
Stump – “The Complete Anthology” (Castle Music, 2007)
Trisomie 21 – “Distant Voices” (PIAS, 1992)
Virgin Prunes – “The Moon Looked Down and Laughed” (Baby Records, 1986)
Vitor Rua & Vidya Ensemble – “Stress/Relax” (Farol, 1996)
V/A – “Natures Mortes – Still Lives” (4AD, 1997)

BLOGUES:
Commercial Zone
Discos com Sono
Totally Wired

29/10/2009

Rui Eduardo Paes

Conheci os escritos de Rui Eduardo Paes nas páginas do jornal Blitz em finais dos anos 80/princípios dos 90. A rubrica “Bestiário” assinada por Eduardo Paes despertou-me a atenção para diversos músicos e obras que desconhecia completamente. A colaboração de Rui Eduardo Paes no Blitz serviu para atenuar a saída do crítico Fernando Magalhães para o jornal Público que estava a nascer, na medida em que os seus textos eram também fundamentados e desafiantes.
Desde essa altura, Rui Eduardo Paes tem desenvolvido uma intensa actividade enquanto crítico, escritor, divulgador e ensaísta em diversas publicações nacionais e estrangeiras. Os livros que publicou serão hoje relativamente difíceis de adquirir em livrarias, pois foram todos publicados pela editora Hugin, que entretanto fechou as portas, mas que valem muito a pena serem procurados em alfarrabistas e feiras de livros usados.
Actualmente, além de outras actividades, Rui Eduardo Paes é o editor da revista mensal Jazz.pt e mantém um website com actualizações regulares. Foi aí que publicou uma lista dos 25 discos (mais uns) que considera como os mais relevantes das novas músicas portuguesas. Como seria de esperar, é uma lista que escapa totalmente às escolhas habituais:

1. Carlos Zíngaro: “Solo” (In Situ, 1991)
2. Carlos Zíngaro: “Cage of Sand” (sirr, 2002)
3. Telectu: “Theremin Tao” (SPH / Extasis, 1993)
4. Vítor Rua: “Sax Works” (Nova Musica, 2003)
5. Ernesto Rodrigues/Jorge Valente: “Self Eater and Drinker” (audEo, 1999)
6. Ernesto Rodrigues/Alfredo C. Monteiro/Guilherme Rodrigues /Margarida Garcia: “Cesura” (Creative Sources Recordings, 2003)
7. Alfredo Costa Monteiro: “Stylt” (Absurd, 2005)
8. Osso Exótico: “Osso Exótico V” (AnAnAnA, 1997)
9. David Maranha: “Piano Suspenso” (Sonoris, 1998)
10. Nuno Rebelo: “Azul Esmeralda” (AnAnAnA, 1998)
11. Miso Ensemble: “Vol. 2 – Música para Flauta e Percussão” (Miso Music, 1991; reed., 2003)
12. António José Ferreira: “Música de Baixa Fidelidade” (Ama Romanta, 1988; reed. Plancton Music, 2002)
13. Carlos Bechegas/Michel Edelin: “Open Frontiers” (Forward Records, 2003)
14. Emanuel Dimas de Melo Pimenta: “Book One” (ASA Art & Technology, 1997)
15. Mola Dudle: “Mobília” (AnAnAnA, 2001)
16. Sei Miguel: “Token” (AnAnAnA, 1999)
17. No Noise Reduction: “On Air” (AnAnAnA, 1996)
18. Rafael Toral: “Aeriola Frequency” (Perdition Plastics, 1998)
19. @c: “v3” (Crónica, 2004)
20. Manuel Mota: “Leopardo” (Rossbin, 2002)
21. Paulo Raposo/Carlos Santos: “Insula Dulcamara” (sirr, 2003)
22. Vítor Joaquim: “La Strada is on Fire (And We Are All Naked)” (Crónica, 2003)
23. Lisbon Improvisation Players: “Live_Lx Meskla” (Clean Feed, 2002)
24. Américo Rodrigues: “Aorta Tocante” (Bosq-íman:os Records, 2005)
25. Bernardo Devlin: “Circa 1999 – 9 Implosões” (ExtremOcidente, 2003)
E ainda:
- Emídio Buchinho: “Transducer” (BE REC.S, 2002)
- Anabela Duarte Digital Quartet: “Blank Melodies” (Zounds, 2005)
- Vários Artistas: “Antologia de Música Electrónica Portuguesa” (Plancton, 2004)

06/04/2009

krautrocksampler

Julian Cope editou em 1995 o livro Krautrocksampler, obra fundamental na redescoberta da cena “krautrock” alemã surgida em finais dos anos 60/princípios dos anos 70. Segue-se uma listagem por ordem alfabética dos 50 álbuns mais representativos do género para o bardo louco dos Teardrop Explodes. Um breve guia para iniciar a viagem ao maravilhoso mundo da “kosmische musik”.
1. Amon Düül I - Paradieswärts Düül (1970)
2. Amon Düül II - Phallus Dei (1969)
3. Amon Düül II – Yeti (1970)
4. Amon Düül II - Carnival In Babylon (1972)
5. Amon Düül II - Wolf City (1972)
6. Ash Ra Tempel - Ash Ra Tempel (1971)
7. Ash Ra Tempel – Schwingungen (1972)
8. Ash Ra Tempel & Timothy Leary – Seven Up (1973)
9. Ash Ra Tempel - Join Inn (1973)
10. Can - Monster Movie (1969)
11. Can – Soundtracks (1970)
12. Can - Tago Mago (1971)
13. Can - Ege Bamyasi (1972)
14. Can – Delay 1968 (1981)
15. Cluster - Cluster II (1972)
16. Cluster – Zuckerzeit (1974)
17. Cluster – Sowiesoso (1996)
18. Tony Conrad w/ Faust - Outside The Dream Syndicate (1972)
19. Cosmic Jokers - Cosmic Jokers (1973)
20. Cosmic Jokers - Galactic Supermarket (1974)
21. Cosmic Jokers - Planeten Sit-In (1974)
22. Cosmic Jokers - Sci-Fi Party (1974)
23. Cosmic Jokers & Sternmadchen - Gilles Zeitschiff (1974)
24. Faust – Faust (1971)
25. Faust - So Far (1972)
26. Faust - The Faust Tapes (1973)
27. Faust – IV (1974)
28. Sergius Golowin - Lord Krishna Von Goloka (1973)
29. Guru Guru - U.F.O. (1970)
30. Harmonia - Musik Von Harmonia (1974)
31. Harmonia – Deluxe (1975)
32. Kraftwerk - Kraftwerk (1970)
33. La Dusseldorf - La Dusseldorf (1976)
34. La Dusseldorf – Viva (1978)
35. Moebius & Plank – Rastakraut Pasta (1980)
36. Neu! - Neu! (1972)
37. Neu! - Neu! 2 (1973)
38. Neu! - Neu! '75 (1975)
39. Popol Vuh – Affenstunde (1970)
40. Popol Vuh - In Den Gärten Pharaos (1971)
41. Popol Vuh - Einjäger & Siebenjäger (1974)
42. Popol Vuh - Hosianna Mantra (1972)
43. Tangerine Dream - Electronic Meditation (1970)
44. Tangerine Dream - Alpha Centauri (1971)
45. Tangerine Dream - Zeit (1972)
46. Tangerine Dream – Atem (1973)
47. Klaus Schulze – Irrlicht (1972)
48. Klaus Schulze - Black Dance (1974)
49. Walter Wegmuller – Tarot (1973)
50. Witthuser & Westrupp - Trips & Traume (1971)

17/05/2008

in memoriam

O jornalista e grande crítico de música Fernando Magalhães deixou-nos fez três anos no passado dia 15 de Maio, tendo falecido prematuramente aos 49 anos de idade, vítima de ataque cardíaco.
Os primeiros escritos que li da sua autoria foram publicados no jornal Blitz em finais dos anos 80 numa rubrica denominada Valores Selados. Em artigos de página inteira Fernando Magalhães discorria sobre os mais diversos géneros musicais - do progressivo à folk, da electrónica ao kraut rock. Escrevia com a convicção de quem tem profundos conhecimentos sobre a história da música e das correntes estéticas e com a paixão desmesurada dos grandes melómanos e divulgadores sempre abertos a novas descobertas.
Desse tempo, recordo ainda os textos sobre os Van Der Graaf Generator, Can, Peter Hammill, Robert Fripp, Snakefinger e muito especialmente o balanço sobre os melhores discos publicados na década de oitenta. Essa lista foi um choque para mim, pois desconhecia grande parte dos artistas e das obras referidas.
No início da década de 90, Fernando Magalhães transferiu-se para o novo jornal Público, projecto editorial do qual fez parte desde o número inaugural até à data do seu precoce falecimento. No jornal Público, passou por todos os suplementos dedicados à música e à cultura – Pop & Rock, Sons, Y, Mil Folhas. Foi igualmente um dos principais dinamizadores do Fórum Sons na net.
Podemos rememorar alguns dos magníficos textos, críticas e entrevistas no sítio fmstereo onde está também um repositório das inúmeras listas de discos que Fernando Magalhães estava sempre a fazer e que constituem um inigualável guia para partir à aventura no mundo da música.
Continuo a comprar o Público à sexta-feira, mas a ausência dos textos e recensões críticas do Fernando Magalhães deixou um vazio impossível de preencher. Continua a fazer-me muita falta.
(clicar nas imagens para ampliar)

24/10/2007

Bee Keeper / Milkshake

Depois do chamado boom da música moderna portuguesa nos anos 80, o início da década seguinte é marcado pelo surgimento de um movimento indie, influenciado pelas sonoridades de bandas como os Sonic Youth, Teenage Fanclub, Weezer, Built to Spill, Yo La Tengo, Pavement, Dinosaur Jr., Pixies, etc., e por uma ética “do it yourself” herdada do movimento punk.
Num tempo em que a edição discográfica estava acessível apenas a artistas consagrados e a valores seguros, os mais jovens sentiam grandes dificuldades para gravarem os seus registos. As bandas nasciam e passados alguns meses logo se desfaziam sem deixar qualquer rasto, o formato digital (CD) estava ainda longe da democratização, o vinil agoniava, as cassetes eram o suporte privilegiado para mostrar e ouvir música.
As bandas que cantavam em inglês tinham dificuldades acrescidas para chegar ao grande público. As editoras de maior dimensão não demonstravam grande interesse em gravar bandas como os Tina & Top Ten, Lesma, Red Beans, Pinhead Society, Toast, Gasoleene, No Noise Reduction, e muitas outras oriundas de locais descentralizados como as Caldas da Rainha, Alcobaça e Castelo Branco.
Neste contexto surge em 1994 o projecto editorial Bee Keeper da responsabilidade de Elsa Pires. Imbuída de um espirito assumidamente amador, no sentido de quem ama verdadeiramente aquilo que faz, a Bee Keeper gravou demotapes de bandas que estavam a começar a despontar, lançou um fanzine, promoveu concertos, estimulou a auto-edição, dinamizou projectos insólitos como a gravação de um disco de versões de uma banda relativamente desconhecida e sem discos gravados, etc. A Milkshake de Luís Futre, associa-se à Bee Keeper na promoção de espectáculos e na prospecção de novas bandas, tendo muitas edições o selo conjunto Bee Keeper/Milkshake.
Cada lançamento da editora possuia um cunho próprio resultante do cuidado artesanal colocado na apresentação e na distribuição que era feita maioritariamente por via postal, havendo sempre um forte envolvimento pessoal em todo o processo. A imagem gráfica da Bee Keeper caracterizava-se pelo uso recorrente dos recortes e das colagens, das fotocópias e dos letterings desenhados à mão, gerando um caleidoscópio de imagens e cores. As edições eram muito limitadas, raramente ultrapassando a centena de exemplares distribuídos num circuito marginal e restrito de melómanos, sem grandes preocupações com contratos, carreiras e ganhar dinheiro.
O sonho terminou abruptamente no Verão de 2002, quando a Elsa faleceu precocemente.
Este texto é uma modesta homenagem a Elsa Pires, ao seu amor pela música e à sua militância.
Segue-se uma tentativa de sistematização do catálogo da Bee Keeper, em inglês conforme a versão oficial da editora, complementada por diversas outras fontes. Algumas das edições não têm número de catálogo definido, e provavelmente existirão outras edições que não estão referenciadas na listagem, pelo que ficará em aberto, sendo sujeita a revisões e acréscimos até assumir uma forma mais definitiva.
· bee001 - Little“i like it if you feel lucky.”, 19’05’’ tape homeplayed, homerecorded in Elsa’s room, xylophone, tambourine. side A: 1. The Lock Ness Monster // 2. It's not // 3. Your guitar // 4. Forever. side B: 5. Dr. Smith // 6. Who loves you. Band: Elsa, Paulo. Edited in 1994.
· bee002 - Icecreamstar - issue one of this fanzine. in english, 52 pages, ren & stimpy, beatnik filmstars, bee bands...
· bee003 - Red Beans - 22 friend songs, 60m tape. punk + experimentalism sometimes.
· bee004 – Radioactive Man / Us Forretas Ocultos - “Slumber Party?” 60m split tape = strawberries and surf guitars.
· bee006 - Yolk / Damage Fanclub – “Happy-Go-Lucky” 60m split tape = spaced with girl vocals and some destruction
· bee007 - Toast – “toast”, 30m tape - angry + sincere, love + hate songs
· bee008 - Mammies & Kids – “pink elephant is gone?”, 30m tape pavement pop, tully craft + smudge covers.
· bee009 - TVT/Mad Crash – “do astronauts fart inside their spacesuits?”, 60m split tape, toy instruments, loops, noises, sampled voices + sounds
· bee010 - Mushroom Revolution – “this is not a candy mountain”, 30m tape, live girl powered songs
· bee011 - Pinhead Society – “have you slept with your tv set (you're looking better)”, 30m tape, sonic punky geniuses
· bee012/milk001 -
Teenagers from outer space – “the do it yourself pop explosion” - 15 portuguese bands on pink vinyl, all bee bands plus others, the 1st 500 copies sold out, this is the 2nd repressing of 300.
· bee013 - REF – “Laurie Love”, 20m tape, drum machine, very touch & go.
· bee014 - Watermelon - the first bee keeper compilation tape. 60m tape featuring all bee bands, a sample of what you can find on each tape, the best way to get to know bee keeper, it's an audible catalog wow. (none of these are on the Teenagers LP).
· bee015 - King Neptune's Favorite Band – “play with me”, 30m tape. songs that make you happy. girl/boy swirly vocals, amazing bass player, Catarina's the coolest guitar girl. Songs: Grey skies blue // Jump to You // Play With Me // 2 Steps From Death. Band: Nuno Ângelo (vocals/bass); Catarina Ângelo (vocals/guitar); Jorge Ângelo (drums); Luis André (guitar).
· bee016 - Marbles – “Sleepytime”. The Marbles were born August 1995, in the city of Montijo, suburbs of Lisbon. At first this project was thought to be a sequence of a before project called Mushroom Revolution. In 1996 the first demo was recorded and entitled Sleepy time. This demo expressed the pop side of the band. Songs: 1. Journey Around Saturn // 2. Face You With a Smile // 3. Strange Person // 4. Quite the Same // 5. Struggle // 6. It's so Sad // 7. My Revolution (bonus track). Still in 1996 a compilation of garage bands entitled “Teenagers from outer space”, was put out and included a track from the Marbles called “Quite the same”. Band: Hermano (vocals); Pedro e Osga (guitars); Glu (drums); Schmitt (bass).
· bee017 - Us Forretas Ocultos“Sweet Classic Dreams”. 26'06" demotape recorded in 1996. side A - 1. It's ok // 2. Did you hear that boys!! // 3. The venus cook book // 4. Be no good. side B: 5. GR-47-80 // 6. Where's Charlie's Dog // 7. Party (sugar tips) // 8. TGV // 9. Improv noise. Band: António Manzarra (guitar/vocals); Renato Feliciano (guitar/vocals); Luís Capinha (bass/vocals); Luís Ferreira (drums).
· bee018 - My Best Nose“?” - 21'24" tape featuring members of ex-Peach Bloom and Velveteen. They have a distinctive + very intelligent sound, this tape changed the face of Bee Keeper. The portuguese Versus. Yellow tape recorded in Latina Europa Estúdios in 1996 by João M. and Luís. side A: 1. Bus // 2. The Cat's Names // 3. I got cable // 4. Madness and Happiness. side B: 5. Indians // 6. Things to do in 5 minutes // 7. The Computer Game. Band: Paulo; Lena; Bruno Durte.
· bee019 - Everground – “Acid Candy” - finally the 1st all-girl band on this label! They're areound 15/18 years-old, play amazingly, Carla has a really powerful voice + tons of energy live. Also a single very soon.
· bee20/milk02 - Supermarket Music/This is not a Damage Fanclub Tribute - Compilation CD with 21 bands. it's a 2 in 1 as the first 10 bands cover Damage Fanclub songs + the other 11 do songs of their own. Come with a 26 page "book". Everything started when we thought about doing a Damage Fanclub record. But, eventually, they broke up and we thought it would be fun doing them a tribute album. Some bands were already doing some Damage covers, cuz they were always a bit carismatic, although we really don't know why. Almost all the bands we talked to liked the idea and we got 10 cover songs. At the same time we heard bands that we would like to have on record, but playing their own musics, and so we ended up with a kind of double CD.
Playing Damage Fanclub covers: JUHX; Toast; Pinhead Society; Bunnie; Us Forretas Ocultos; Gasoleene; Stereoview; More Republica Masonica; Radioactive Man; X-Acto.
Playing their own songs: Dr. Frankenstein; Captain Clown; Acid Flowers; Marbles; Teenage Bubblegum; Jamie; Blister; Velveteen; Timmy's Milk; Alien Picnic; Duendes do Umbigo. Edition of 500.
· bee21/milk03 - Gasoleene - single on red vinyl. 3 songs including a version of Little's Loch Ness Monster sung by Elsa. Handmade sleeves. Edition of 100.
· bee23 - Captain Clown – “Seven superheroes in a pink driven ambulance with their favorite taxi driver” - delicious addictive pop sounds. It's great cuz they have 3 vocalists and their lyrics are always about true stories. Capt. Clown features the brothers of som Mammies&Kids kids.
· bee24 - Alien Picnic – “For heaven's sake” - They're from Castelo Branco just like Captain Clown. Soft pop with tasty boy/girl vocals. That teenage indie pop touch...
· bee25 - Galore – “Take two” - this is the band of my friend Miguel Afonso. Simple songs, a bit too primary sometimes, 3 of these songs rock, the other 3 so-so. The band features a member of Mary Jane.
· bee26 - Blister – “Crumb of happiness” - a total surprise, it's one of those tapes where it's not possible to choose wich song is the best as they're all fucking AMAZING!
· bee27 - Mary Jane - this is the latest Bee Keeper surprise release! A blasting girl quintet, they're the first band to enter the Beehive by mail, this is serious stuff!
· bee30/milk04 – Toast – “Try me” – CD with 11 songs, produced by Rafael Toral, 1997. All songs are hits, it's hard to choose your favorite. Probably "Brightest Star" will be turned into a videoclip and have it broadcasted on Spray. Short 2 minute songs from this charismatic kids.
· bee?? - My Best Nose – “Details of Domestic Life” - 7'' single , co-released with the band - Bee Keeper/Milkshake/My Records. I call their sound distinct cuz they don't sound like any other indie rock band in Portugal. Features members of Velveteen and 3 ex-Peach Bloom members. Edited in 1997, 100 copies on yellow vinyl.
· bee?? - Everground - 7" single by the 4 riot girls Everground, produced by Jorge Imperial, bee keeper/milkshake records, 1997. 100 copies.
· bee?? - My Best Nose – "Thank God For Women And Coke", CD by My Records/Bee Keeper/Garagem. 1997.
· bee?? – X-Acto – “The new child” - 7" single by ataque sonoro/bee-keeper/milkshake. Blue record with the songs "anchor", "new child" and a Embrace cover.
· bee keeper – Jaguar – s/t – 11 songs in cd recorded in 1999. Mens and womens, dance to the beat! This is the result of some experiences Jaguar has tried throughout a year of existence or so. All the members have been “famous” in several so-so half-famous bands. Some songs were recorded at home, on 4-tracks, others at Margem Sul Estúdio, STS Studio and Stage 2 – UNI: hates, loves, desires, peoples, places, mistakes, lives, fornication. When playing live, they sometimes make up the lyrics as they sing along to those groove-box-multi-effect-pedal-organ-fuelled songs. The Jags are: Filipa+João Valente = vocalz, tambourine; Nuno = bass; João Osório + Eduardo = guitarz; Rodrigo = drumming, grooveboxing
· bee?? – The Sullens – 7" single recorded in STS Estúdios in Sacavém. side A: 1. Kerosene // 2. Petrified; side B: 3. Seringa // 4. Nokesh Blues. Edited in Sept. 2000.