Participaram no fanzine os seguintes autores: Adriano Faria, Alexandre Gonçalves, Bento Duarte, César Taíbo, Cláudia Bueso, Esmeralda Duarte, Helena Carneiro, João Foldenfjord, Jorge Moreira, Kid, Madalena Dória, Miguel Meira, MTFields + MSunshine, Nuna Poliana, Nuno Cláudio, Nuno Gomes, Paulo Bonito, Paulo Nogueira, Paulo Trindade, Pedro Guimarães, Ricardo Fiúza, Sebastião Peixoto, Sofia Saldanha, Vítor Costa e Vítor Silva.
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03/12/2007
Café A Brasileira - Braga
06/11/2007
Lançamento do fanzine
No dia 10 de Novembro pelas 18:00, no café A Brasileira em Braga, será apresentado o fanzine “A Brasileira com Cem”.Com o propósito da comemoração do centenário da Brasileira, um grupo de frequentadores do café, tomou a iniciativa de lhe prestar um tributo, de uma forma alternativa e mais genuína. O desafio consistiu em realizar um trabalho até duas páginas, que poderia ser em forma de texto(s), fotografia(s), desenho(s), banda desenhada, etc., sobre o que a Brasileira representava para cada um, tendo como objectivo compor um possível retrato do café, pela altura do seu centésimo aniversário.
A resposta surgiu através de vinte e cinco trabalhos originais e heterogéneos, que são agora apresentados em formato de fanzine colectivo. Testemunho de uma forma peculiar de sentir a Brasileira, que ultrapassa a normal relação existente, num qualquer espaço comercial.
A preceder a apresentação do fanzine, está prevista a colaboração do Sindicato da Poesia, com a leitura de textos alusivos a cafés.
(a imagem apresentada em cima é da autoria de João Foldenfjord)
Clientes d’A Brasileira contam cem :: ComUM
19/10/2007
”A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estas vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrado, aos balcões de Palermo…” - George SteinerQuando soubemos que a Brasileira comemorava em 2007 o seu centésimo aniversário, sentimos que a celebração desta efeméride, não nos podia deixar indiferentes. Estávamos a festejar um ano especial, uma data que também era, de certa forma nossa.
Este café que tem feito parte e é uma parcela importante das nossas vidas. Que tem sido um espaço privilegiado de acolhimento, de encontro, de aprendizagem, de emoções, de vivências singulares, de afirmação cultural e afectiva. Que é um lugar matricial, onde muitas vezes foi e é palco de episódios que preenchem algumas folhas brancas dos diários das nossas vidas. Tem algo de especial, de diferente, talvez o facto de combinar o “moderno” com o “antigo”, talvez a mistura do cosmopolitismo com o provincianismo, talvez a soma consciente (ou inconsciente) da eloquência com a banalidade, talvez a mistura do inconformismo com o marasmo, talvez a combinação de tudo.
A Brasileira tem sido moldada pelas pessoas, pelos empregados e donos, pelos seus ritmos e rotinas. É geradora de quotidiano, sistematiza os horários e os hábitos, configura o quotidiano, mas ao mesmo tempo, deixa sempre a possibilidade de acontecer o acaso. O peso da idade e a sua “patine”, não nos deixam enganar: - estamos perante um dos corações, perante uma das principais salas de estar da cidade de Braga. Que foi e é simultaneamente, testemunha directa e protagonista, fonte e guardiã de mapas de memórias, de utopias, das pequenas e grandes histórias da cidade, assumindo um incontornável estatuto de referência, um verdadeiro clássico.
Era o motivo e o momento certo para se prestar um tributo, para se oferecer uma mais que merecida prenda. Mas esta iniciativa devia ir mais além das homenagens habituais, das comemorações formais. Deveria ser um projecto paralelo, mais alternativo e genuíno, mais informal, que partisse da iniciativa dos frequentadores da Brasileira.
Depois de várias conversas à mesa do café surgiu a ideia de se organizar um projecto colectivo, em forma de fanzine, de número único. Como condição apenas ficou estabelecido o formato do fanzine e o número máximo de páginas de cada trabalho. Não se impôs limites à forma de abordagem, desde que fosse concretizável num fanzine. O trabalho podia ser individual ou colectivo, ser escrito em prosa ou poesia, ser um desenho, uma pintura, uma banda desenhada, uma fotografia, etc. Podia ser uma opinião, a manifestação de um sentimento, o contar um episódio, etc. sempre algo, que estivesse relacionado, de alguma forma, com a Brasileira.
Assim, foram convidados informalmente alguns frequentadores que marcam a geografia humana da Brasileira. Sem haver o intuito de convidar apenas “artistas”, os convites foram feitos, numa primeira fase, ao nosso círculo mais próximo, depois alargou-se a outras pessoas e aos empregados e donos do café.
Em resposta ao desafio proposto foram realizados vinte e cinco trabalhos originais, que agora apresentamos e constituem um panegírico colectivo, multiforme, fornecendo uma espécie de visão caleidoscópica do café. É um documento que materializa a nossa ligação a este espaço de cumplicidades e é um testemunho da forma peculiar de sentirmos este café, que vai mais além que a simples relação que existe, num qualquer espaço comercial.
Ricardo Fiúza, Set 2007
Era o motivo e o momento certo para se prestar um tributo, para se oferecer uma mais que merecida prenda. Mas esta iniciativa devia ir mais além das homenagens habituais, das comemorações formais. Deveria ser um projecto paralelo, mais alternativo e genuíno, mais informal, que partisse da iniciativa dos frequentadores da Brasileira.
Depois de várias conversas à mesa do café surgiu a ideia de se organizar um projecto colectivo, em forma de fanzine, de número único. Como condição apenas ficou estabelecido o formato do fanzine e o número máximo de páginas de cada trabalho. Não se impôs limites à forma de abordagem, desde que fosse concretizável num fanzine. O trabalho podia ser individual ou colectivo, ser escrito em prosa ou poesia, ser um desenho, uma pintura, uma banda desenhada, uma fotografia, etc. Podia ser uma opinião, a manifestação de um sentimento, o contar um episódio, etc. sempre algo, que estivesse relacionado, de alguma forma, com a Brasileira.
Assim, foram convidados informalmente alguns frequentadores que marcam a geografia humana da Brasileira. Sem haver o intuito de convidar apenas “artistas”, os convites foram feitos, numa primeira fase, ao nosso círculo mais próximo, depois alargou-se a outras pessoas e aos empregados e donos do café.
Em resposta ao desafio proposto foram realizados vinte e cinco trabalhos originais, que agora apresentamos e constituem um panegírico colectivo, multiforme, fornecendo uma espécie de visão caleidoscópica do café. É um documento que materializa a nossa ligação a este espaço de cumplicidades e é um testemunho da forma peculiar de sentirmos este café, que vai mais além que a simples relação que existe, num qualquer espaço comercial.
Ricardo Fiúza, Set 2007
19/09/2007
A Manivela do Tempo
Paulo Bonito apresenta desenhos impressionistas e textos poéticos entre o introspectivo e o alucinatório. Os textos são desprendidos de regras e sentidos evidentes, antes apontando para uma torrente referencial: recordações de infância, tocadores de realejo, proletariado e revolução industrial, cinema e documentários, concertos de música, e tu
do mais.
do mais. Por outro lado, os desenhos a tinta-da-china de Ricardo Fiuza são intrincadas estruturas circulares que criam formas muito orgânicas. A repetição dos sons, o drone, induzindo um estado de transe, a “flor perfeita” como arquétipo efémero e mágico da beleza, a poesia de Paul Valéry, aforismos orientais, são alguns dos tópicos explorados pelo autor na busca da sublimação dos dois mundos: o interior e o exterior.
A edição limitada e personalizada de 71 exemplares era acompanhada por um clip metálico produzido numa máquina de fazer espirais. Phill Niblock e o disco Perpetuum Mobile dos Einsturzende Neubauten foram o fundo musical na festa de lançamento do fanzine.
Fanzine A5 policopiado, 24 págs. Arranjo gráfico: Helena Carneiro. Edição: Velha-a-Branca - estaleiro cultural, Braga, Fevereiro de 2006.
A edição limitada e personalizada de 71 exemplares era acompanhada por um clip metálico produzido numa máquina de fazer espirais. Phill Niblock e o disco Perpetuum Mobile dos Einsturzende Neubauten foram o fundo musical na festa de lançamento do fanzine.
Fanzine A5 policopiado, 24 págs. Arranjo gráfico: Helena Carneiro. Edição: Velha-a-Branca - estaleiro cultural, Braga, Fevereiro de 2006.
05/09/2007
A BRASILEIRA COM CEM*
O café “A Brasileira” foi inaugurado em Março de 1907, comemorando este ano o seu centésimo aniversário. É a altura certa para se fazer uma homenagem a um dos cafés mais emblemáticos e com mais história da cidade de Braga. Embora aberto a todos, o simples facto de, por opção, uma pessoa não o frequentar, frequentar esporadicamente ou assiduamente, é uma tomada de posição, consciente ou inconsciente, de cariz social, cultural e afectiva. O cliente da Brasileira, está a inscrever, a filiar a sua opção numa determinada geografia humana da cidade.O projecto que propomos é um convite aos frequentadores do café, para realizarem um trabalho com duas páginas, no máximo, sobre o que “A Brasileira” representa para cada um de nós. Os trabalhos podem ser textos, desenhos, fotografias, banda-desenhada, etc., com os quais se editará um fanzine colectivo, de número único, cuja publicação está prevista para o mês de Outubro.
Os trabalhos devem ser entregues até 31 de Agosto de 2007, com a indicação do nome(s) do(s) autor(es), no café “A Brasileira” ou na “Velha- a-Branca” (loja do r/c), onde existe uma pasta para a recolha dos trabalhos. Podem também entregar o trabalho em formato digital, enviando-o para um dos seguintes endereços: aacs@portugalmail.pt - ricardofiuza@clix.pt
Trabalhos recebidos de: João Catalão, Nuno Gomes, Jorge Moreira, Sebastião Peixoto, Bento Duarte, Vítor Costa, Vítor Silva, Paulo Bonito, Ricardo Fiúza, Alexandre Gonçalves, Madalena Dória, Esmeralda Duarte, César Taíbo, Paulo Trindade, Nuno Cláudio, Sofia Saldanha, Adriano Faria, Pedro Guimarães, Nuna Poliana, Kid, Helena Carneiro, Cláudia Bueso, Manuela & Milucha, Miguel Meira, Paulo Nogueira.
Última chamada para: Alexandre Cristóvam, Paulo Pi, Luís Tarroso, Carlos Veloso, José Delgado, Abel, Rui, Carlos Knorr, Pedro Fafe, Roque, Rui Mendes, Camilo, Vânia, Eduardo Bueso, Rui Pires, Carlos Corais, Adelina Lopes, João Estrada, Betinha, Teresa Silva, Marta Catarino, Rita Costa, Iva Dias, Ana Aguiar, Catarina Miranda, Joana Cordeiro, Nandão, Rui Oliveira, Mª Jesus Condeço, Rui Carvalho, Francisco Areias, João Paulo Moreira, Jorge Ribeiro, Inês Vinagre, Jaime Manso, entre outros.
*(título provisório)
03/09/2007
Fanzine editado no final do curso de banda desenhada organizado pela Velha-a-Branca – estaleiro cultural entre Abril e Maio de 2005. O curso foi orientado por Carlos Dias Tavares, sendo composto por dez sessões. Foram apresentados sete trabalhos para publicação no fanzine. A primeira edição de 75 exemplares, denominada Deluxe era impressa a cores e esgotou rapidamente. No dia do lançamento, foi organizada uma tertúlia sobre banda desenhada que contou com a participação do formador Carlos Dias Tavares, de Arlindo Fagundes, de Pedro Morais e de Paulo Patrício.A segunda edição de 125 exemplares, denominada Pop, diferia da primeira pois tinha capa a cores, mas o miolo era a preto e branco.
Como é habitual em publicações colectivas de final de curso, observa-se uma grande diversidade de estilos e técnicas e algum desequilíbrio ao nível da qualidade dos trabalhos apresentados. De qualquer forma, este tipo de edição é meritório, pois constitui para os participantes um desafio e uma primeira oportunidade de mostrarem publicamente o seu trabalho. Era importante que este tipo de iniciativas tivesse seguimento e surgissem novos trabalhos e novos autores. Mais ainda, numa cidade onde o marasmo ao nível das publicações amadoras é total.
Ambas as edições estão esgotadas há bastante tempo. Tenho alguns (poucos) exemplares extra que poderei estar interessado em trocar por outros fanzines.
Participantes: Paulo Felgueiras com “Faces de Paixão” - (4 págs. a P&B); Rui Silva com “Bang Bang” – (2 págs. a P&B); Adelino Pereira com “Devolver” – (3 págs. a cores); Guilherme Lopes com “Super Patanisca – (8 págs. a cores); Patrícia Braga com um trabalho sem título (12 págs. a cores); Kiko Pantuchina+Beta Gon com “O Rock chegou a Roças” (6 págs. a cores); e Raquel+Hugo Ramos com “Tomo no Boken” (10 págs. a P&B). Desenho da capa: Carlos Dias Tavares; Paginação: Guilherme Lopes; Arranjo gráfico da capa: Helena Carneiro. Edição: Velha-a-Branca - estaleiro cultural, Braga, Julho de 2005.
20/08/2007
Anakeila e Cry Baby
Fanzine editado no Porto em Junho de 2006 com a participação de Inês Ferreira, Délia Silva, Isabel Carvalho, André Alves, Carla Cruz, Melissa Moreira, Pedro Augusto, Rui Silva e de Bruno Monteiro e Christina Casnellie, que são também os editores. Cada autor ocupa duas páginas, nem sempre apresentadas de forma sequencial. Aparentemente não existe qualquer ideia ou conceito partilhado a ligar os diversos trabalhos, o que é reforçado pelo carácter fragmentário da paginação.Com uma qualidade geral bastante apreciável, grande diversidade de estilos, técnicas e cores, destacam-se os trabalhos de Isabel Carvalho e de Rui Silva. Por outro lado, o trabalho de André Alves surge um pouco fragilizado, pois a serigrafia não favorece a filigrana minuciosa que é a característica fundamental dos seus desenhos.
Anakeila é serigrafado em cartolina azul clara, em formato A5, inserindo-se na mesma linha das edições da Opuntia Books e dos primeiros fanzines d’O Senhorio.
Christina Casnellie, co-responsável por Anakeila editou também Cry Baby, um fanzine policopiado em tamanho A5. Num estilo muito pessoal, a autora vai desfiando pequenas histórias de pendor reflexivo e/ou autobiográfico, utilizando ou a linguagem da banda desenhada (curtas de duas páginas, no máximo), ou um formato mais próximo da ilustração. Os textos maioritariamente em inglês, versam vários temas, com pendor especial para as questões de género, feminismo, relações de poder e preconceitos vários são as principais linhas condutoras de Cry Baby, sendo natural a sua inserção (criação?) no contexto dos trabalhos e das exposições “All My Independent Women”.
Na última página é apresentado um texto em colunas e letra de imprensa com ilustrações vintage apontando vários conselhos “úteis” aos jovens esposos e cavalheiros, num registo de ironia e humor próximo das histórias da pilinha do saudoso Zundap.
Dois fanzines muito recomendáveis que podem ser solicitados a christinacasnellie@alfaiataria.org ou alfaiatariavisual@gmail.com.
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