

O artista não procura representações realistas, mas sim captar momentos carregados de intensidade e significado. As suas obras são racionalizadas até ao mais ínfimo pormenor, não havendo lugar para elementos desnecessários. Toda a composição gráfica obedece a um propósito bem definido, todos os elementos cumprem uma determinada função e

A representação de casais é recorrente no trabalho de Adami, sejam cenas de origem mitológica ou do quotidiano. As figuras enlaçam-se criando uma entidade-nova. A fusão dos corpos não resulta, no entanto, em extase de paixão, ressaltando antes uma certa melancolia transcendental.
No relógio "Deux Amoureux", o contraste entre o branco do desenho e o preto do fundo (em negativo), reforça o simbolismo do momento que se eterniza no tempo.
A cidade de Braga recebeu a excelente exposição “A Mão que Pensa, Desenho e Narrativa” de V. Adami, apresentada no Museu Nogueira da Silva entre 24 de Novembro e 18 de Fevereiro de 2006.
A cidade de Braga recebeu a excelente exposição “A Mão que Pensa, Desenho e Narrativa” de V. Adami, apresentada no Museu Nogueira da Silva entre 24 de Novembro e 18 de Fevereiro de 2006.

Autor: Valerio Adami (Bolonha, 1935)
Edição: 5.000 exemplares
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