07/04/2010

A cultura e a salsicha

Em recente entrevista à Time Out Porto, Adolfo Luxúria Canibal respondendo à questão do que faz falta em Braga, apontou a escassez de oferta cultural e de massa crítica na cidade. Quando questionado sobre o que há de bom em Braga, o vocalista dos Mão Morta foi mais eloquente: “- Braga é uma cidade boa para morrer. Uma pessoa não fica com muitas saudades da vida, não é?”.

Contrariando este cenário mórbido traçado por Luxúria Canibal, o estaleiro cultural Velha-a-Branca propõe-se realizar “um evento totalmente inovador”, uma produção em vídeo (“lip dub”) de divulgação da actividade cultural da cidade de Braga. O vídeo que se prevê que venha a envolver 400 participantes será divulgado na internet e servirá de ensaio para outras realizações idênticas que sublinhem as potencialidades culturais da cidade. Os promotores asseguram que “o envolvimento de tanta gente no projecto, constitui, por si só, uma garantia da sua publicitação”. Prometem também não se ficar por aqui, pois se esta primeira experiência correr bem Braga Barroca, Teatro Circo, Câmara Municipal, Sporting Clube Braga, Sete Fontes, entre outros, podem justificar novas produções “lip dub”.

Há uns anos atrás, quando estavam na berra, não as redes sociais da internet, mas os recordes do Guinness, o Snack-Bar “Rampinha” em Maximinos empreendeu diversas jornadas gloriosas totalmente inovadoras e com o intuito de levar bem longe o nome de Braga – confeccionou a maior francesinha do mundo. Devido ao grande êxito da iniciativa, seguiram-se mais façanhas: o maior prato de marisco, o maior cachorro especial e o maior prato de petiscos do mundo. O autor destes feitos, que mereceu até o apoio da Região de Turismo Verde Minho, assegurou à comunicação social que mesmo em tempos de crise "O povo gosta é de festa e de comer e beber".

Braga é um espanto, não é?

21/03/2010

23/02/2010

Madeira

Gosto muito da Madeira. O Funchal é uma das minhas cidades portuguesas preferidas. Podia até viver lá...

17/02/2010

Os bancos do Bom Jesus

Em meados do ano passado diversos locais do Bom Jesus do Monte entraram em obras. Nessa altura retiraram os bancos de madeira situados na zona do bar-esplanada e até me pareceu acertado, pois o piso alcatroado estava em péssimas condições e os bancos precisavam de ser restaurados. Entretanto, as obras foram andando e esse local tem agora um novo piso empedrado e um pequeno muro à volta, mas os antigos bancos de madeira não regressaram… Espero, sinceramente, que essa falta se deva apenas ao facto de ainda não estarem restaurados, pois esse espaço sem os bancos de madeira perdeu todo o encanto.
Já tinham retirado o mítico óculo onde se podia ver Braga por um canudo, agora retiraram os bancos de madeira e é uma grande pena, pois esse é um dos locais privilegiados para observar tranquilamente a cidade.
foto sacada em psombra

11/02/2010

Angola Modernista

Barragem de Cambambe - Dondo - Kwanza Norte - Maio 2008

05/02/2010

JG Thirlwell

Foetus - Steroid Maximus - Manorexia - Wiseblood - etc.

23/01/2010

A Bela e o Mamarracho

O recente regresso do actor João Maria Pinto à Escola Secundária Sá de Miranda para uma conversa informal sobre os tempos de infância e juventude passados em Braga, teve vários méritos, mas principalmente o facto de ter denunciado no próprio local a sua tristeza por ver a centenária escola transformada num mamarracho.
Não escamoteando a relevância do programa de requalificação do parque escolar, nem a necessidade premente de recuperação do edifício da Escola Sá de Miranda, e até de dotá-la de novas valências para melhor responder aos desafios educativos da actualidade, considero absolutamente lamentável a solução arquitectónica que foi adoptada. O enxerto que foi construído na zona frontal descaracteriza completamente todo o conjunto e anula a notável imponência do edifício antigo.
Enfim, mais um edifício “Frankenstein” a juntar aos muitos outros existentes em Braga.

13/01/2010

O Mistério do Parque das Camélias

Tendo em conta as últimas notícias sobre a situação de falência técnica do Parque de Exposições de Braga (PEB), resultante da péssima gestão e dos sucessivos prejuízos acumulados, ainda fico mais intrigado com a obra do Parque de Lazer das Camélias.
Como é que se explica que uma empresa municipal falida, tenha sido o dono de obra do Parque de Lazer das Camélias, construído em vésperas das autárquicas de 2009?
Com as suas próprias instalações a caírem de podre, nas quais gastou em manutenção apenas nove mil euros durante o ano de 2009, como se explica o dispêndio de um milhão de euros no Parque das Camélias, que nada tem a ver com o objecto social do PEB?
Há mistérios insondáveis em Braga…

06/01/2010

Clarabóia

Foi com grande expectativa e satisfação que recebi a clarabóia - agenda cultural da Casa do Professor. A nova agenda, coordenada por João A. Catalão, apresenta as mais diversas actividades para os meses de Janeiro e Fevereiro. Organizada em diversos eixos programáticos que vão do cinema, música, tertúlias, exposições, visitas guiadas, até às actividades lúdicas para todas as idades, promete uma intervenção que não se esgota na Casa do Professor, alargando-se a diversos outros espaços da cidade de Braga.
No contexto do confrangedor panorama cultural bracarense, regista-se com especial agrado este novo ímpeto da Casa do Professor. A acompanhar atentamente no futuro.
(clicar para ampliar)

03/01/2010

2009 - Lost in Music

O final do ano é sempre época de balanços. Neste caso, não é uma lista das melhores edições de 2009, mas alguns dos discos que ouvi com mais insistência ao longo deste ano e que mais prazer me deram. Alguns, foram adquiridos este ano e já os procurava há bastante tempo, outros completam discografias e outros ainda são regressos habituais.
Por fim, destaco também alguns blogues que foram de visita musical obrigatória em 2009.

DISCOS:
Alan Vega/Alex Chilton/Ben Vaughn – “Cubist Blues Redux” (Last Call Records, 2006)
Annette Peacock – “Abstract-Contact” (Ironic Records, 1988)
Annette Peacock – “I Have No Feelings” (Ironic Records, 1989)
Astonishing Urbana Fall – “Rhizome (Prelude)” (Ed. Autor, 2002)
Bill Fay – “Bill Fay” (Eclectic Discs, 2005, Reed.)
Bill Rieflin & Chris Connelly – “Largo” (First World Music, 2001)
Bourbonese Qualk – “Unpop” (Total, 1991)
Carlos Zíngaro – “Cenas de uma tarde de Verão” (AnAnAnA, 1997)
Cathal Coughlan – “Grand Necropolitan” (Kitchenware, 1996)
Coil – “Black Antlers” (Threshold House, 2006)
David McComb – “The Message” (The Foundation Label, 1991)
Eyeless in Gaza – “Streets I Ran” (A-Scale Recordings, 1995)
The Fatima Mansions – “Against Nature” (Kitchenware, 1989)
Lula Pena – “Phados” (Carbon 7, 1998)
Mary Margaret O’Hara – “Miss America” (Virgin, 1988)
Megafone – “Megafone IV” (Pérola Negra, 2005)
Mola Dudle – “Mobília” (AnAnAnA, 2001)
Peter Hammill – “Clutch” (Fie! Records, 2002)
The Pop Group – “We Are All Prostitutes” (Radarscope Records, 1998)
Spahn Ranch – “Thickly Settled” (Insight, 1987)
Stump – “The Complete Anthology” (Castle Music, 2007)
Trisomie 21 – “Distant Voices” (PIAS, 1992)
Virgin Prunes – “The Moon Looked Down and Laughed” (Baby Records, 1986)
Vitor Rua & Vidya Ensemble – “Stress/Relax” (Farol, 1996)
V/A – “Natures Mortes – Still Lives” (4AD, 1997)

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