22/08/2009

SWATCH - "Tempo Naturale"

O Studio Azzurro é um colectivo de pesquisa artística fundado em 1982 na cidade de Milão por Fabio Cirifino, Paolo Rosa e Leonardo Sangiorgi, aos quais se juntou Stefano Roveda em 1995. Este grupo multidisciplinar actua sobretudo nas áreas do multimédia, performance teatral, vídeo e cinema, sempre com uma vontade inesgotável de experimentar em torno de elementos reais e virtuais. É igualmente notória na trajectória deste grupo, a busca permanente de um contexto que apele à comunicação e participação da parte do espectador.
O relógio que conceberam para a colecção Outono/Inverno de 1996 da Swatch, inspira-se no I Ching, também conhecido como Livro das Mutações. Este texto, é um dos mais antigos clássicos chineses, que tanto pode ser entendido como um oráculo ou como um livro de sabedoria. O livro inclui 64 hexagramas, nos quais a consulta oracular procura as respostas através do seu significado simbólico.

Modelo: “Tempo Naturale” (GK 232) – 1996
Autor: Studio Azzurro (Milão, 1982)
Colecção/Tema: Swatch Artist’s Collection (Edição Limitada)

14/08/2009

08/08/2009

Chris Jordan

Gyre, 2009 - 8x11 feet, in three vertical panels

Depicts 2.4 million pieces of plastic, equal to the estimated number of pounds of plastic pollution that enter the world's oceans every hour. All of the plastic in this image was collected from the Pacific Ocean.

31/07/2009

Teatro Circo – a farsa está de volta à cidade

Depois de uma década de encerramento, o Teatro Circo reabriu em Outubro de 2006. Mesquita Machado, como é seu timbre, alardeou logo que era uma das melhores salas de espectáculos da Europa e arredores. A contratação de Paulo Brandão foi anunciada como se fosse o Cristiano Ronaldo dos programadores culturais. O Teatro Circo era apregoado como uma espécie de Santo Graal para a cultura bracarense. Elevaram-se as expectativas, fez-se o folclore do costume, procurando disfarçar atabalhoadamente o embaraço causado pela escolha da cidade de Guimarães para Capital Europeia da Cultura em detrimento de Braga.
Contrataram-se técnicos e demais pessoal, concessionaram-se espaços, adquiriram-se produtos e serviços, tudo isto sem concurso ou anúncio, tudo feito à moda de Braga. Não foi de admirar que os custos fixos de funcionamento (custos com pessoal, principalmente) disparassem para cerca de um milhão de euros por ano, a serem suportados integralmente pelo orçamento municipal.
O desnorte e a incapacidade da Administração do renovado Teatro Circo foram claros desde o início: como se justifica que decorridos apenas três meses da reabertura, o Administrador-Delegado Rui Madeira, tenha anunciado publicamente para breve o regresso das sessões de cinema e após todo este tempo, nada tenha acontecido?
A atitude assumida pela Administração do Teatro Circo foi altaneira, snob e elitista, como ficou demonstrado pelo afastamento dos Festivais de Tunas, dos grupos e eventos de Braga e dos artistas de cariz mais popular, que tiveram que procurar outros palcos. A arrogância inicial foi esmorecendo à medida que o tempo passava e os prejuízos se acumulavam – só nos primeiros 15 meses, a programação teve um resultado negativo superior a meio milhão de euros.
Ao longo dos três anos de funcionamento do Teatro Circo, apresentaram-se pouco mais de 100 eventos no Palco Alternativo, sendo a esmagadora maioria representações da Companhia de Teatro de Braga (CTB). Para este evidente subaproveitamento do palco secundário, pergunta-se porque se optou pela sua construção, resultando um empolamento enorme do custo das obras, que ascendeu a 25 milhões de euros?
Em 2009, a programação geral da responsabilidade do Teatro Circo tem sido duma pobreza confrangedora, salvando-se raras excepções. Cerca de metade dos eventos apresentados são representações da Companhia de Teatro de Braga, e para culminar este trajecto em beleza, o destaque da programação de Julho era a americana Kaki King (quem??...). Foi para isto que se contratou um programador-vedeta?
A programação não é feita a tempo e horas, sendo sintomático que a divulgação apresentada não publicita vários eventos realizados. Só em Julho, os espectáculos “A Cozinha” da responsabilidade da Arte Total, a reposição de “As Bacantes” da CTB e “Este Oeste Eden” da Escola da Noite, não tiveram qualquer referência na publicidade inserida na comunicação social. Em matéria de divulgação, considero absolutamente lamentável o blogue do Teatro Circo, que passa meses sem qualquer actualização. Um meio poderoso e grátis de divulgação da programação, que só depende do empenho e dedicação dos responsáveis da instituição, tem sido completamente negligenciado, e consequentemente tem uma média diária de visitas ridícula. É evidente que sem uma divulgação eficaz, a assistência potencial aos espectáculos reduz-se drasticamente. A página oficial do Teatro Circo também é bastante pobre e deficiente na informação que disponibiliza.
A Administração do Teatro Circo não demonstrou capacidade para de forma sustentada apresentar um projecto sólido e credível ao longo deste tempo, não conseguindo angariar qualquer patrocinador ou mecenas institucional para o Teatro Circo. Esperam, preguiçosamente, pela atribuição de subsídios públicos e de programas de financiamento para fazer aquilo que devia ser realizado com meios próprios. Pelo exposto, como se justifica a contratação de um programador que custa cerca de 14.000,00 euros/mês aos cofres bracarenses?
O Teatro Circo Café também tem sido um fiasco completo, estando sistematicamente fechado e sem qualquer relevância. Desconhecem-se os moldes em que foi projectado e concessionado, mas a sua desadequação é evidente. Procura-se agora, à pressa, reabri-lo, com esplanada a ocupar arbitrariamente toda uma artéria da cidade. Mais uma vez, os erros repetem-se: como foi concessionado? Quais foram os candidatos à concessão? Quem paga os investimentos que estão a ser feitos? Para quê montar uma esplanada daquele feitio virada para um estaleiro de obras, ainda para mais quando o Verão já vai a mais de meio?
Perante este cenário desolador redobram as expectativas, na área da cultura, para a anunciada 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga a decorrer em Setembro próximo.
foto sacada em psombra
(também publicado na edição de 07/08/2009 do jornal Diário do Minho)

29/07/2009

WC Público

Sameiro - Braga - Março 2009