02/04/2009

Graffiti - R. Miguel Bombarda - Porto - Março 2009

30/03/2009

Coro Alto

"O Coro alto servia para a recitação das "Horas" tipicamente monásticas, como eram as Matinas, as Laudes e as Horas Menores. Os monges, usando obrigatoriamente a cogula, entravam de joelhos e, no cadeiral, permaneciam longas horas em canto litúrgico, seguindo os grandes livros iluminados, colocados na estante coral, e que eram as bíblias, antifonários, graduais e saltérios. De pé, só se sentando para a recitação dos salmos e durante as leituras, encontravam algum conforto com o apoio nas "misericórdias" e grande estímulo no exemplo das vidas de S. Bento e Santa Escolástica, representadas nos oito quadros grandes das paredes do coro.
O Coro é, assim, essencialmente ocupado pelo cadeiral. Construído entre 1666-1668 e atribuído a António de Andrade, é de planta em U e dispõe-se em duas filas, com a de trás em plano mais elevado. As cadeiras, com decoração entalhada, são de assento levadiço e têm, no lado inferior, pequenas mísulas, as misericórdias, com a forma de máscaras fantasiosas de rostos humanos, sátiros e animais.
Os espaldares, que constituem a parte mais artística do cadeiral, são estofados, dourados e policromados e a sua imaginária fala-nos de figuras e factos beneditinos. Separados uns dos outros por pilastras com esculturas geminadas ostentando toucados de folhagem são um testemunho da magnífica talha proto-barroca que se produziu no Mosteiro de Tibães e que rivaliza condignamente com os gradeamentos oitocentistas de pau preto e bronzes dourados, com o oratório do Cristo Crucificado de Frei José de Santo António Vilaça e com o órgão do mestre organeiro Francisco António Solha, com caixa "riscada" por Frei José de Santo António Vilaça."

20/03/2009

Braga – Capital do Tédio

Regresso temporariamente a Braga e reparo, cada vez com maior nitidez, que o tédio corrói as paredes e as pessoas da cidade. Nada de relevante acontece – invariavelmente, Braga só é notícia devido a assuntos de sacristia: sejam o báculo Peculiar, as telas que ornamentam o altar do Sameiro ou a apreensão em plena Feira do Livro de uns quantos exemplares de uma edição que reproduz na capa a tela “A Origem do Mundo” de Courbet.
O principal projecto a inaugurar em ano de eleições também nada traz de novo, demonstrando um poder instituído de ideias gastas, ou mesmo sem ideias. O centro da cidade necessita de uma intervenção urgente que inverta a progressiva diminuição da actividade comercial e a evidente desertificação diurna e principalmente nocturna, e esses objectivos não se atingem alargando os espaços-eira.
Qual o interesse em aumentar a área exclusivamente pedonal, se há cada vez menos pessoas a usufruírem desse espaço público? Argumenta-se que o prolongamento do túnel da Avenida da Liberdade vai valorizar a envolvente do Teatro Circo, mas não se explicitam quais os benefícios que daí possam advir para os bracarenses.
O próprio Teatro Circo, que foi o grande estandarte da campanha eleitoral anterior, também não constituiu a panaceia contra o marasmo cultural. Braga precisa de uma casa de cultura pluridisciplinar, dinâmica e aberta à cidade, mas o Teatro Circo tem sido apenas uma mera sala de espectáculos.
Anuncia-se também a realização da 1.ª Bienal de Artes Plásticas em Setembro deste ano. Lamenta-se que, mais uma vez, a cultura e a arte sejam tratadas de forma tão provinciana e oportunista. Para que serve uma Bienal que não tem qualquer estratégia/programa, que não tem prémios, ou sequer a mais pequena ambição? Servirá talvez apenas como propaganda, passando aos mais incautos a ilusão que o poder autárquico é sensível a estas matérias.
Braga precisa de ideias, projectos e realizações que mobilizem verdadeiramente os agentes económicos, culturais e sociais, para se perspectivar uma cidade que seja boa não apenas para dormir, mas também para trabalhar, investir, visitar, em suma, para se viver.

26/02/2009

Iris Van Dongen

'Pin up' - 230x150cm - 2008
'Exegesis' - 160x190cm - 2007
'Untitled' - 113x83cm - 2008
'Hooligans United II' - 88x132cm - 2007
'Victoria Klein' - 163x93cm - 2008
all works pastel, pressed charcoal, watercolour on paper

09/02/2009

Simon Henwood

Devendra Banhart e Roisin Murphy por Simon Henwood

03/02/2009

Dondo - Kwanza Norte - Angola - Novembro 2008

30/01/2009

Graffiti - R. Miguel Bombarda - Porto - Janeiro 2009

26/01/2009

SWATCH - "Twelve Apostles"

Na colecção Outono/Inverno de 1994 a Swatch lançou o relógio “Twelve Apostles” concebido pelo artista Mark Kostabi. Tendo nascido e estudado na Califórnia, mudou-se para Nova Iorque no início dos anos 80 integrando o círculo de artistas que gravitavam à volta de Andy Warhol. Kostabi, mestre da auto promoção, desenvolveu uma significante intervenção nos meios de comunicação social onde publicou uma série de entrevistas a si próprio comentando a transformação da arte contemporânea em bem de consumo.
Em 1988 fundou o estúdio Kostabi World que empregava assistentes de pintura e diversos criativos. Posteriormente, produziu um programa semanal de televisão, "Name That Painting", no qual críticos de arte de nomeada competiam para dar um título às suas pinturas em troca de um prémio em dinheiro.
Ainda nos anos 90 desenhou capas para discos dos Guns ‘N’ Roses (Use Your Illusion) e para os The Ramones (Adios Amigos), bem como diversos produtos de consumo como jarras, acessórios de computador, chávenas de café, etc.
O trabalho artístico de Mark Kostabi caracteriza-se por uma figuração muito reminiscente das personagens que povoam as pinturas do artista italiano Giorgio de Chirico, mas sem o seu mistério surrealizante e poético. Apesar de ter realizado centenas de exposições por todo o mundo e estar representado em diversas colecções de arte, considero o seu trabalho muito datado, derivativo e desinteressante.
Não obstante, a adaptação da sua iconografia recorrente ao relógio que produziu para a Swatch resultou num modelo muito bem conseguido.
Modelo: “Twelve Apostles” (GB156) – 1994
Autor: Mark Kostabi (Los Angeles, 1950)

03/12/2008

Huambo - Angola - Novembro 2008