20/08/2008
19/08/2008
08/08/2008
01/08/2008
28/07/2008
SWATCH por Keith Haring
Em meados dos anos oitenta a Swatch lançou uma série limitada de 4 relógios criados por Keith Haring. O convite feito ao jovem artista norte-americano surgiu por indicação de Andy Warhol, que não podendo responder à solicitação da Swatch para desenhar alguns relógios sugeriu um dos seus “protegidos” para a tarefa.As características estilísticas e conceptuais do trabalho de Haring e a sua vontade de comunicar com um público cada vez mais alargado conjugavam-se perfeitamente com os valores intrínsecos da marca suíça.
Os relógios criados por Keith Haring demonstram toda a força da sua inconfundível linha gráfica baseada no primado do desenho e na expressão de mensagens directas e universais relacionadas com temas como o nascimento, amor, sexo, guerra, paz e morte, etc.
Apesar de ter falecido aos 31 anos de idade vítima de SIDA, o cometa Haring deixou marcas profundas no panorama artístico mundial, inspirando jovens artistas e conseguindo que as suas imagens e linguagem sejam reconhecidas universalmente.
Modelos: "Serpent" (GZ 102) - 1986"Mille Pattes" (GZ 103) - 1986
"Blanc Sur Noir" (GZ 104) - 1986
"Modèle avec Personnages" (GZ 100) - 1986
Autor: Keith Haring (Reading, 1958 - Nova Iorque, 1990)
Edição: 9.999 exemplares
(Protótipo nunca produzido)
22/07/2008
18/07/2008
10/07/2008
labor e assombro
Depois de ter sido durante os seus tempos áureos a Casa Mãe da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil, depois de um período de negligência, delapidação e abandono, depois de ter experimentado um programa integrado de restauro e recuperação, o Mosteiro de São Martinho de Tibães prepara-se para iniciar um capítulo essencial no seu processo de reabilitação. Com uma origem cujas primeiras referências remontam ao início do século XI, (e de forma não documentada à época dos Suevos e de São Martinho de Dume, no século VI), com traços arquitectónicos dominantes que correspondem às remodelações empreendidas ao longo dos séculos XVII e XVIII, o imponente complexo monástico assiste no presente à conclusão dos trabalhos levados a cabo na Ala Sul, Noviciado e Claustro do Refeitório, este último e parte das alas Sul e Nascente destruídos por um grande incêndio no final do século XIX, já depois da extinção das ordens religiosas em Portugal. Como corolário destas novas valências e percursos expositivos o Mosteiro vai voltar a ser novamente um espaço habitado, passando a albergar uma pequena comunidade religiosa feminina responsável pela manutenção de uma hospedaria e de um restaurante abertos ao público.
Esta expectativa de primavera em Tibães assume neste projecto de intervenção artística um efeito galvanizante que intensifica o silêncio e a sobreposição de vivências que caracterizaram a organicidade beneditina e que abrangem ainda mais de um século de propriedade privada na fase anterior à sua aquisição pelo estado em 1986. Da ruralidade envolvente ao acolhimento dos inúmeros artistas e artífices que deixaram no património edificado e na cerca conventual o cosmopolitismo da sua passagem, do relacionamento com a comunidade de inserção às responsabilidades administrativas da Congregação, da complexidade das zonas de serviço ao desenho cuidado dos locais de oração, reunião, estudo e contemplação, do seguimento dos preceitos da Regra à concretização dos seus pressupostos pedagógicos de ensino e evangelização, da ênfase dada ao silêncio e ao trabalho manual à preocupação com os malefícios da “murmuração”, do papel desempenhado no passado aos princípios de incorporação e interpretação museológicos actuais, há um profundo diálogo e mediação entre as necessidades e desafios de ordem prática e a vocação espiritual que orientou a construção e a preservação da instituição que estabeleceu aqui um quotidiano de abnegação individual e opulência colectiva, de sacrifício, persistência e dedicação.
Sintetizado no lema “ora e labora” da organização fundada sobre a autoridade do Abade e da Regra de São Bento ou na coexistência da propriedade agrícola particular com o funcionamento da Igreja Paroquial e, mais recentemente, na convivência entre essa realidade marcadamente rural e imbuída de uma religiosidade festiva e popular e as novas funções e exigências museológicas, há em Tibães uma conjugação intensa das dimensões do temporal e do sagrado que aí se interceptam admiravelmente. E que constituem os pressupostos de intervenção que impregnam a identidade deste projecto de habituação ao espaço na contemporaneidade. Combinando o labor produtivo ou conducente ao assombro como objecto de concretização e fruição tangível ao próprio assombro enquanto finalidade directora e crença espiritual na transcendência do invisível.
É com esse enquadramento perceptivo que os visitantes da exposição são convidados a percorrer, paralelamente aos percursos permanentes do programa de visita, as derivas e desdobramentos habitados, vincados pela água e pela liturgia das horas “que ritma a embarcação sanguínea”(*). Na expectativa do reconhecimento e da surpresa na respiração do outro. Na navegação suspensa sobre o infinito “de quem avista uma praça fora do mundo” (*).
(*) Daniel Faria, poeta e monge beneditino falecido em 1999
05/07/2008
23/06/2008
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