Bengo - Angola - Dezembro 2007
17/04/2008
12/04/2008
SWATCH - "Tempo Libero"
O relógio que destaco desta vez é o “Tempo Libero” da autoria do grande designer italiano Bruno Munari. Conheci as ideias e os trabalhos de Munari através da Prof. Manuela Gregório nas aulas da Secundária Carlos Amarante. Li de rajada em finais dos anos 80, “Das Coisas Nascem Coisas” e “Artista e Designer” publicados pelas Edições 70, livros determinantes na forma como passei a perspectivar a arte, o design, a estética, etc.Bruno Munari foi professor, artista, designer gráfico e industrial, autor de diversos livros de ensaio e para a infância, conviveu com os futuristas em Itália e com os surrealistas em Paris, fundou o Movimento Arte Concreta, legou uma obra monumental e multifacetada que faz dele uma das personalidades mais interessantes do último século.
O derradeiro trabalho realizado por Munari foi o Swatch “Tempo Libero” onde expressa todo o seu humor e sentido lúdico, num relógio cujos números impressos em pequenos discos soltos movem-se livremente contrariando a rigidez do tempo - "L'ora che vogliamo noi, a ogni nostro gesto".
Modelo: “Tempo Libero” (GN 172) - 1997Autor: Bruno Munari (Milão, 1907 – 1998)
Colecção: Swatch Artist’s Collection (Edição Limitada)
06/04/2008
14/05/1993 - Braga - Teatro Circo
"Uma espectadora sobe ao palco e tenta sexo oral com Adolfo Luxúria Canibal. A sala, esgotada, ficou semi-destruída no fim do concerto."
"A 'digressão' associada ao álbum (Mutantes S.21) proporcionou concertos que ficaram na história da banda, como é o caso do concerto em Braga, no Teatro Circo, tendo a sala ficado semi-destruída (nem o enorme candeeiro resistiu!). «Os Mão Morta não têm culpa nenhuma da destruição do Teatro Circo, ninguém tem culpa, são coisas que acontecem e o Presidente da Câmara mostrou-se perfeitamente compreensivo... aliás disse que preferia ter o Teatro Circo destruído, mas depois de uma enchente do que ter o Teatro Circo eternamente vazio» (Adolfo Luxúria Canibal)."
"A 'digressão' associada ao álbum (Mutantes S.21) proporcionou concertos que ficaram na história da banda, como é o caso do concerto em Braga, no Teatro Circo, tendo a sala ficado semi-destruída (nem o enorme candeeiro resistiu!). «Os Mão Morta não têm culpa nenhuma da destruição do Teatro Circo, ninguém tem culpa, são coisas que acontecem e o Presidente da Câmara mostrou-se perfeitamente compreensivo... aliás disse que preferia ter o Teatro Circo destruído, mas depois de uma enchente do que ter o Teatro Circo eternamente vazio» (Adolfo Luxúria Canibal)."
Texto retirado da página oficial dos Mão Morta
20/03/2008
24/02/2008
08/02/2008
24/01/2008
20/01/2008
12/01/2008
22/12/2007
18/12/2007
SWATCH - "Xmas by Xian LaX"
Um pouco de glamour e exuberância em época de Natal. O Swatch escolhido para este mês é o Xmas by Xian LaX, modelo desenhado por Christian Lacroix para o Natal de 1994. O famoso estilista francês não deixou os seus créditos por mãos alheias e surpreendeu-nos com uma extravagância ao seu melhor estilo. Em lugar de uma mera máquina de contar o tempo, apresentou uma peça de joalharia luxuosa e sofisticada, um acessório de alta-costura com honras de lançamento no desfile Prêt-à-porter de Paris.A partir de 1991 a Swatch lança anualmente uma edição limitada de Natal. Estes modelos especiais, cheios de requinte e exclusividade são das edições mais procuradas pelos coleccionadores e aficionados. O relógio desenhado por Lacroix é um dos expoentes máximos da Swatch, apresentado num cofret em tons de vermelho e ornatos dourados. O relógio tem as mesmas tonalidades e um bordejado de brilhantes multicolores e uma bracelete extensível dourada cheia de elementos decorativos barrocos. O relógio dispensa os ponteiros tendo no mostrador uma figura representando o sol e um pequeno ponto negro que completa uma rotação a cada 12 horas. Um relógio para ocasiões especiais onde o tempo deve ser apreciado e não quantificado.
Modelo: “Xmas by Xian LaX” (GZ140) – 1994Autor: Christian Lacroix (Arles, 1951)
Edição: 22.222 exemplares
12/12/2007
O amor em tempos de angústia
A localização, apesar de relativamente próxima do centro da cidade, tem já traços de subúrbio. O Espaço, que parece ter sido anteriormente uma oficina (ou armazém) fica nas traseiras dos prédios da Rua do Caires, identificando-se pelo abat-jour colocado numa janela, reminiscente do tempo em que o edifício albergou uma casa de putas.
No marasmo cultural bracarense, a Censura Prévia propõe um projecto muito ousado e diferenciado. É notória a intenção de mexer com as coisas e com as pessoas, abrindo o Espaço à intervenção e participação, mas a localização periférica e o carácter marcadamente alternativo da programação dificilmente permitirão cativar um público alargado.
A audácia e a persistência necessárias para manter um projecto desta natureza em Braga e a qualidade das propostas apresentadas são os aspectos mais relevantes e admiráveis. Por outro lado, a fraca divulgação, a irregularidade da programação, o deficiente funcionamento do bar e a decoração/aspecto geral, poderiam ser melhorados.
O Espaço tem sido palco de inúmeros concertos de variadas correntes musicais, exposições/instalações, festas com DJ e VJ e o ciclo de mini-espectáculos “Para ficar a perceber ainda menos sobre o amor” nos últimos três dias de cada mês. Os espectáculos apresentados são da autoria de elementos da Censura Prévia ou de outros criadores que mantêm alguma afinidade com o projecto.
Nos dias 29, 30 e 31 de Julho foi apresentado o 6.º mini-espectáculo “Para ficar a perceber ainda menos sobre o amor”, uma criação e interpretação colectiva de seis elementos da Censura Prévia. Com uma notável capacidade de improvisar com recursos muito escassos e de baixo orçamento - objectos comuns como cadeiras, cordas e molas, sacos, bidão, mangueira e um escadote, conseguem obter um brutal efeito cenográfico e sensorial.
Ao longo do espectáculo assistimos a solos e a interacções de grupo, aos momentos de acalmia sucede-se a maior desbunda, como no “Simple Men” de Hal Hartley onde os actores, de repente, começam a dançar freneticamente “Kool Thing” dos Sonic Youth. Os sacos de plástico cheios de líquido pendurados no tecto pingam ininterruptamente através de pequenos buracos até revelarem o que escondem no fundo. O capuchinho vermelho espera entediada pelo lobo mau que nunca aparece. Também há ironia indolente sobre os clichés dos clássicos shakesperianos, à pancada de Molière respondem com o teatro às três pancadas, iconoclastas e a borrifarem-se para a mecanização ensaiada das cenas.
Ouve-se música de Aphex Twin, Clã, Radiohead, Nancy Sinatra, kizomba e kuduro. Uma mangueira jorra água até inundar completamente a sala, o dilúvio mas sem o efeito purificador. Os actores desnudam-se, chapinham e rebolam na água, estatelam-se desamparadamente e partem os dentes no chão, inebriados, eufóricos e hedonistas.
O amor de todas as maneiras e feitios, sempre inexplicável e irracional – um gajo estranho com travo amargo e sem finais felizes.
Textos de Ana Arqueiro. António Gregório. Eva Malaínho. Homero. Molière e Sandra Andrade.
Criação e interpretação de Ana Arqueiro. Clara Alves de Sousa. Eva Malaínho. Luís Cardoso. romeulebres e Sandra Andrade.
fotos: Teresa Luzio
08/12/2007
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