O projecto "Penico do Céu" nasce da necessidade de intervir, comunicar, gerar interacções e criar novas energias com a cidade. É um projecto democrático e de fruição gratuita que pretende facultar o contacto inesperado com o trabalho de autores de diferentes áreas, suscitando reacções de interrogação, surpresa e reflexão.
A inspiração partiu dos placares públicos informativos que ainda hoje existem em várias cidades, relacionados maioritariamente com obituários, anúncios classificados e divulgação de actividades diversas, pretendendo-se reinventá-los criativamente. O projecto consiste na realização de intervenções artísticas em novos placares ou utilizando estruturas já existentes, como a rede de painéis publicitários espalhados pela cidade. Para além de alguma dose de irreverência, que um projecto como este beneficia, é a situação de exposição a céu aberto que justifica a utilização do epíteto meteorológico como identidade. A programação seria desenvolvida ao longo do ano em quatro edições/estações, recorrendo a sete pontos distribuídos pela cidade. As primeiras edições seriam colectivas e teriam como tema comum as memórias da cidade, podendo ser apresentadas através da fotografia, design gráfico, ilustração, pintura, poesia, história, etc., sendo impressas em papel de acordo com o suporte, preexistente ou não, que venha a ser seleccionado.
Todas as informações relativas ao Penico do Céu e à identificação/localização dos trabalhos estarão disponíveis na Internet.


A intervenção/instalação ocupou diversos espaços desde o rés-do-chão até ao segundo piso. No rés-do-chão (ainda não havia a loja), estava gravado nas paredes o compromisso da velha, em forma de poema circular. Ao longo das escadas, no sentido ascendente, o poema às arrecuas escrito pela mão do valter acolhia e provocava os visitantes. Na galeria, a instalação “a angústia da página em branco”, possibilitava a participação das pessoas para escrever, desenhar, rabiscar, registar pensamentos profundos, amarfanhar ou até insultar. Na sala pequena localizada à entrada do piso do Bar estava a instalação “o fogo redentor”.
1. o poema às arrecuas



















