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03/09/2015

Orçamento Participativo - Braga 2016

O projecto "Penico do Céu" nasce da necessidade de intervir, comunicar, gerar interacções e criar novas energias com a cidade. É um projecto democrático e de fruição gratuita que pretende facultar o contacto inesperado com o trabalho de autores de diferentes áreas, suscitando reacções de interrogação, surpresa e reflexão. 
A inspiração partiu dos placares públicos informativos que ainda hoje existem em várias cidades, relacionados maioritariamente com obituários, anúncios classificados e divulgação de actividades diversas, pretendendo-se reinventá-los criativamente. O projecto consiste na realização de intervenções artísticas em novos placares ou utilizando estruturas já existentes, como a rede de painéis publicitários espalhados pela cidade. Para além de alguma dose de irreverência, que um projecto como este beneficia, é a situação de exposição a céu aberto que justifica a utilização do epíteto meteorológico como identidade. A programação seria desenvolvida ao longo do ano em quatro edições/estações, recorrendo a sete pontos distribuídos pela cidade. As primeiras edições seriam colectivas e teriam como tema comum as memórias da cidade, podendo ser apresentadas através da fotografia, design gráfico, ilustração, pintura, poesia, história, etc., sendo impressas em papel de acordo com o suporte, preexistente ou não, que venha a ser seleccionado.
Todas as informações relativas ao Penico do Céu e à identificação/localização dos trabalhos estarão disponíveis na Internet.

27/10/2007

esplendorosa borboleta de sangue

No inicio de setembro de 2005, de repente e sem aviso, o artista que ia expor na Velha-a-Branca cancela a exposição programada para esse mês. Não sendo possível antecipar a exposição seguinte e para a Velha não ficar com a galeria vazia, desafiei o valter hugo mãe para em conjunto improvisarmos uma intervenção que remediasse o imprevisto.
Assim, sem orçamento e com apenas 2 dias para conceber e concretizar o projecto, surgiu a exposição/instalação esplendorosa borboleta de sangue que ocupou a casa entre setembro e outubro de 2005 (o poema permaneceu ao longo das escadas durante bastante mais tempo).
Na altura, o valter preparava-se para ministrar o primeiro curso de escrita criativa, sendo já um poeta e editor com créditos firmados. Desconhecia, no entanto, que o valter era (é) um tipo multitalentoso e criativo, pois além de escrever e editar também desenha, declama e até canta magnificamente.
Há pessoas assim, generosamente tocadas pela mão do génio, e que admiramos e nos enchem de orgulho por sermos seus amigos.
Algumas das minhas influências para esta intervenção/instalação: Jenny Holzer, João Vieira, Laurie Anderson, Peter Greenaway, spoken word, vírus / infecção, portas de WC, Talk Radio – As Vozes da Ira, street art, W. Burroughs, K. Malevitch, Arnaldo Antunes, auto-da-fé, Fernando Calhau, Rui Chafes, Dante, Ana Hatherly, J. Beuys, gótico / austero / orgânico / mutante / transgressor, ideia de obra aberta: uma obra pode estar em movimento, criando a sua própria oportunidade para se alterar, para se modificar e até transformar completamente.
A intervenção/instalação ocupou diversos espaços desde o rés-do-chão até ao segundo piso. No rés-do-chão (ainda não havia a loja), estava gravado nas paredes o compromisso da velha, em forma de poema circular. Ao longo das escadas, no sentido ascendente, o poema às arrecuas escrito pela mão do valter acolhia e provocava os visitantes. Na galeria, a instalação “a angústia da página em branco”, possibilitava a participação das pessoas para escrever, desenhar, rabiscar, registar pensamentos profundos, amarfanhar ou até insultar. Na sala pequena localizada à entrada do piso do Bar estava a instalação “o fogo redentor”.

1. o poema às arrecuas
o poema subindo as escadas indica os caminhos superiores da casa e promete aventuras incríveis. prepara o espírito, não recuses, não te limites, não te assustes; nas fendas destas paredes vivem bichos que te admiram. gostam do teu porte, do teu entusiasmo e inteligência. se tiveres sorte podes ser escolhido para uma noite inesquecível entre bocas e patas, pêlos e agrilhões apaixonados.

2. o poema às arrecuas
o escaravelho de osso, a malvada fera dos buracos, o rastejante das unhas, o voador que fura, a esplendorosa borboleta de sangue, todos serão teus amigos, eufóricos e incansáveis com a intenção de te deixarem feliz. sê, pois, bem-vindo ao patamar dos licores e do jardim, e atenta nas luzes mais discretas, olhos medindo o teu corpo e abandono do teu corajoso coração.
fotos: Maximino Gomes

09/10/2007

Lançamento de cd_catálogo

A exposição on the other hand / sombra_clara decorreu no Museu dos Biscainhos entre meados de Maio e Junho de 2007. O Museu dos Biscainhos é um palácio setecentista transformado em casa-museu localizado no centro de Braga. Além do traço arquitectónico e dos magníficos jardins, o Museu tem para oferecer aos visitantes diverso mobiliário, pinturas, louças, objectos decorativos, utensílios domésticos, etc., numa montagem que procura ilustrar o que seria a vivência numa casa senhorial dos sécs. XVII/XVIII.
O desafio lançado aos artistas foi conceberem trabalhos específicos que se integrassem no percurso expositivo habitual da instituição, criando novas relações, tensões, narrativas, enfim, que convocassem um outro olhar sobre o Museu.
Com o intuito de editar um catálogo da exposição, documentámos extensivamente todo o evento. A dada altura, constatámos que não seria disponibilizado qualquer orçamento para a impressão do catálogo.
Terminada a exposição, seria decepcionante não ficar qualquer registo do evento, para mais quando dispúnhamos de centenas de fotografias da Joana Pinheiro, diversos textos dos autores, gravações sonoras, etc.
O cd catálogo que agora apresentamos é a nossa resposta à inexistência de orçamento para imprimir um catálogo em papel. Aquilo que, à partida, parecia uma contrariedade inultrapassável acabou por impulsionar um objecto-novo, interactivo, com muitas mais imagens e conteúdos do que os que caberiam num catálogo em papel. O lançamento do cd encerra com chave de ouro este projecto e permanece como testemunho e homenagem a todos aqueles que connosco partilharam este desafio.
A edição é limitada e à borla, como quase tudo o que é bom na vida.

Apresentação dia 12 de Outubro às 22h na Velha-a-Branca - estaleiro cultural (Largo da Senhora-a-Branca nº 23, Braga) e no dia 27 de Outubro às 19h na Cooperativa Gesto (Rua Cândido dos Reis nº 64, Porto).

02/10/2007

Lançamento cd_catálogo

O Museu dos Biscainhos recebeu entre 19 de Maio e 19 de Junho 2007 a intervenção de um conjunto heterogéneo de artistas que se integrou em todo o seu percurso expositivo permanente:

Adelina Lopes, Adriano Faria, Ana Caldas, Ana Pascoal, Bento Duarte, Carla Cruz, Carlos Fortes, Carla Mendes, Franklin Pereira, Helena Cordeiro, Helena Santos, Hugo Calçada, Inês Ferreira, Iva Dias, Joana de Deus, Joana Pinheiro, João Foldenfjord, João Noutel, Manuela São Simão (+ Sem Palco), Micaela Amaral, Miguel Meira, Paulo Neves, Paulo Nogueira, Ricardo Fiúza, Rita Carvalho, Sofia de Carvalho, Teixeira Barbosa, Teresa Luzio, Vânia Kosta e Valter Hugo Mãe.

A inauguração aconteceu no âmbito da “Noite nos Museus” e contou com a participação da Arte Total, Audiência Zero/Sem Palco, Space Ensemble, Ana Taboada, Franklin Pereira, Comércio Justo, Cor de Tangerina, Delta Cafés e Niepoort.

A exposição e os eventos a ela associados foram registados num CD interactivo que vai ser apresentado no dia 12 de Outubro às 22h na Velha-a-Branca - estaleiro cultural (Largo da Senhora-a-Branca, nº 23 - Braga) e no dia 27 de Outubro às 19h na Cooperativa Gesto (Rua Cândido dos Reis, nº 64 - Porto).

28/09/2007

Marco Mendes na Plumba

A Galeria Plumba no Porto apresenta a exposição individual de Marco Mendes intitulada “Uma Formiga na Saia do Universo”. Marco Mendes é um dos principais dinamizadores do projecto A Mula, que tem editado diversos fanzines, realizado feiras de edições independentes e diversos outros eventos.
Nesta exposição a solo apresentam-se trabalhos produzidos entre 2004 e 2007, e podem ser vistos até finais de Outubro.
Mais informações em diário rasgado.

22/09/2007

Fernando Calhau | Desenho 1965/2002

O Centro Cultural Vila Flor em Guimarães apresenta cerca de 200 desenhos de Fernando Calhau (1948-2003) pertencentes ao espólio doado pelo artista ao Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian. A exposição comissariada por Nuno Faria, estará patente entre 22 de Setembro e 30 de Dezembro.
A visitar urgentemente.

02/09/2007

Arte Total

Dança contemporânea pela Arte Total a assinalar o encerramento da exposição on the other hand / sombra_clara em 16/Jun/2007.
fotos: João Acciaioli Catalão (c)

21/08/2007

Bento Duarte

exposição on the other hand / sombra_clara
título: “registo”
trabalho executado in situ no Museu dos Biscainhos - Braga

01/08/2007

João Noutel

exposição on the other hand / sombra_clara
título: “i'm not confused”
foto: Maximino Gomes

26/07/2007

Ricardo Fiúza

“figura de convite masculina e feminina”, acrílico s/ tela, 2007

Depois de ter participado na exposição colectiva “Rewind Space Forward”, organizada em 1997 no Museu dos Biscainhos, foi com alegria e responsabilidade acrescida que aceitei, dez anos depois, o convite para participar neste novo projecto. Com base na importância do testemunho do museu, no contexto do barroco nacional, em articulação com a lógica expositiva da colecção e do seu acervo, pretendeu-se com esta iniciativa, convocar um outro olhar. De uma forma a que se gerassem e multiplicassem novos canais de diálogo entre as obras do passado e do presente, produzindo-se novas vias para os discursos expositivos

Tratando-se de um museu que privilegia as facetas e aspectos da vida privada e doméstica, de uma casa senhorial, procurei intervir numa área da casa que ao mesmo tempo evidenciasse bem estas características e também tivesse uma grande riqueza simbólica. Escolhi a zona do átrio e escadaria do edifício, para fazer uma reinterpretação e reinvenção pessoal das “Figuras de Convite”. Estas figuras únicas das casas senhoriais portuguesas, representavam pessoas (lacaios, damas, guerreiros), que trajavam a rigor e estavam colocadas nas entradas dos palácios, para dar as boas vindas e receber os visitantes. Eram um dos principais símbolos do protocolo aristocrático, do poder e riqueza da época barroca.

As duas obras que fiz para este projecto, têm como ponto de partida o imaginário da série de desenhos “Quem Pontua um Ponto…”, realizados por mim nos anos 90. São criaturas representadas em tamanho natural, em pose de vénia e reverência, retiradas de um possível conto fantástico. Estes seres alados com sentimentos humanos, têm atributos especiais, que remetem para a omnipresença e para um tom marcial (alabarda, escudo, capacete). Porque têm a capacidade de estar em todos os locais e em qualquer momento, e a função de serem intermediários do espaço e do tempo, entre o exterior e o interior do palácio, entre o passado e o presente. São os mensageiros e guardiães, executores das leis e protectores, que tomam sempre a iniciativa, quer se queira quer não, de nos anunciar, de velarem pela casa, pelos donos e pelos visitantes desta exposição.
Ricardo Fiúza, Maio de 2007

24/07/2007

Adelina Lopes

exposição on the other hand / sombra_clara
Museu dos Biscainhos – Braga
foto: Joana Pinheiro

14/07/2007

Carla Cruz - O Quarto de Costura

Numa casa senhorial barroca no centro de Braga instala-se o Museu dos Biscainhos, museu de artes decorativas, eu diria uma casa museu, no entanto nada do seu recheio pertenceu à casa, ou melhor, à família que sempre aí habitou, ao seu último proprietário, o 3º Visconde de Paço de Nespereira que vendeu o imóvel nos anos 70. Contudo apresenta-se ali a ficção da vivência da sociedade nobre portuguesa.

Uma das salas está disposta de forma a apresentar um espaço vivido por mulheres e espelhando uma das pinturas da sala, instalou-se um estrado no centro, coberto com tapetes e almofadões, onde dificilmente imagino, se sentariam as mulheres para ler e dedicarem-se aos ditos lavores femininos, receberem as visitas e conversarem.

Numa outra ala da casa, replico a sala das mulheres, num quarto a que dão o nome de sala das abelhas por apresentar as paredes decoradas com este animal. De início é bastante inquietante, até porque me parecem moscardos e não abelhas, mas com o tempo habituamo-nos às cores e ao enxame.
Estrado e almofadões não poderiam faltar, mas actualizados com os padrões de hoje, os meus claro. Chá e línguas-de-gato são oferecidos ao que escolhem visitar-me e sentar-se para uma possível sessão de corte e costura. Havia um PC portátil com acesso à Internet, caso quiséssemos ver alguma coisa online; um Ipod ligado a colunas altifalantes, porque é bom ter música na sala; uma pequena selecção de livros importantes para mim neste contexto, The City of Ladies de Christine de Pizan, Caras Baratas_antologia de Adília Lopes, Scum Manifesto de Valerie Solanas, Embroideries de Marjane Satrapi e Dicionário da Crítica Feminista de Ana Gabriela Macedo e Ana Luísa Amaral; um conjunto de agulhas de tricotar e um conjunto de agulhas de fazer meia, porque se nada houvesse para fazer poderia ficar a pensar na morte da bezerra sem que ninguém desse por nada, porque para todos os efeitos estaria a tricotar, mas na realidade já não tricoto nada de útil há muito tempo, faço e desfaço, em algodão branco.

Recentemente o mundo tem visto crescer o movimento de mulheres que tricotam juntas, internacionalmente chamam a estes encontros: Stitch’n’Bitch, ou seja, corte e costura, aquilo que dizem que fazem as mulheres quando se encontram - falam da vida alheia. Mas acho que essencialmente falam da vida, partilham experiências, ouvem; o tricot é apenas pretexto.
Assim propus-me a habitar a casa museu dos Biscainhos, criando um espaço onde as pessoas pudessem conversar. Trazendo a minha possível sala de estar para o contexto do Museu. Assim fizeram os artistas da estética apelidada por Bourriaud de Estética Relacional, artistas como Rirkrit Tiravanija. Criticados, e preocupação crítica que partilho, por trazerem para os museus tácticas activistas e sociais e até mesmo situacionistas, domesticando-as, estetizando-as. Acabo por criar uma situação semelhante. Poderia dizer a ficha técnica à maneira desta estética: instalação com (todos os objectos nomeados) e pessoas. Perante um convite que aceitei para intervir no contexto da colecção e arquitectura do Museu dos Biscainhos, não poderia fazer outra coisa senão habitá-lo, contudo não creio que me insira nesta estética.

Carla Cruz, texto publicado em asaladasabelhas
foto: João Acciaioli Catalão

09/07/2007

Hugo Calçada

exposição on the other hand / sombra_clara
título: “enfim juntos”
foto: Joana Pinheiro

04/07/2007

Paulo Nogueira

exposição on the other hand / sombra_clara
título: “Feed Your Dreams”

03/07/2007

exposição on the other hand / sombra_clara (inauguração)
foto: Hugo Calçada (c)

28/06/2007

João Foldenfjord

exposição on the other hand / sombra_clara
título: mahjongg (the tailor of the moon)

20/06/2007

Joana Pinheiro

exposição on the other hand / sombra_clara
título: "trapped on illusion nowhere to go" (tríptico)

17/06/2007

a horse of a different color

exposição on the other hand / sombra_clara
título: "a horse of a different color"
instalação sonora de Carlos Fortes
foto: Joana Pinheiro
(c)

16/06/2007

Arte Total


Imagens e textos sobre a exposição on the other hand / sombra_clara que decorreu entre 19 de Maio e 19 de Junho no Museu dos Biscainhos em Braga, podem ser vistos em: asaladasabelhas.blogspot.com, dedalnodedo.blogspot.com, khamaseen.blogspot.com, psombra.blogspot.com, sempalco.blogspot.com, teresaluzio.blogspot.com, www.exteril.com .