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24/08/2018

Stencil de Guaté Mao - Porto - Janeiro 2018

14/08/2018

D. João Peculiar

Nuno Saraiva - Série "Na Terra Como no Céu" - Semanário Sol - VII 2011

28/03/2017


Graffiti - Caminha - Novembro 2016

06/11/2016

Campo de Ténis

Tuy - Espanha - novembro 2016

03/09/2015

Orçamento Participativo - Braga 2016

O projecto "Penico do Céu" nasce da necessidade de intervir, comunicar, gerar interacções e criar novas energias com a cidade. É um projecto democrático e de fruição gratuita que pretende facultar o contacto inesperado com o trabalho de autores de diferentes áreas, suscitando reacções de interrogação, surpresa e reflexão. 
A inspiração partiu dos placares públicos informativos que ainda hoje existem em várias cidades, relacionados maioritariamente com obituários, anúncios classificados e divulgação de actividades diversas, pretendendo-se reinventá-los criativamente. O projecto consiste na realização de intervenções artísticas em novos placares ou utilizando estruturas já existentes, como a rede de painéis publicitários espalhados pela cidade. Para além de alguma dose de irreverência, que um projecto como este beneficia, é a situação de exposição a céu aberto que justifica a utilização do epíteto meteorológico como identidade. A programação seria desenvolvida ao longo do ano em quatro edições/estações, recorrendo a sete pontos distribuídos pela cidade. As primeiras edições seriam colectivas e teriam como tema comum as memórias da cidade, podendo ser apresentadas através da fotografia, design gráfico, ilustração, pintura, poesia, história, etc., sendo impressas em papel de acordo com o suporte, preexistente ou não, que venha a ser seleccionado.
Todas as informações relativas ao Penico do Céu e à identificação/localização dos trabalhos estarão disponíveis na Internet.

27/06/2014

Rua de Cedofeita - Porto - Maio 2014

16/05/2014

Stencil - Rua do Heroísmo - Porto - Abril 2014

17/02/2014

FORÇA PORTUGAL

No meio de tanta notícia sobre a crise, a austeridade, o desemprego, a emigração e com uma profusão de profetas da desgraça a papaguear diariamente o pior dos cenários para Portugal, eis que surge um novo indicador que nos enche de esperança para o futuro. Segundo os dados de Janeiro de 2014 da Associação Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), venderam-se 31,9% mais carros do que em Janeiro do ano anterior. Mas quem pensar que o líder do mercado nacional de ligeiros é a Renault, a Volkswagen, a Nissan ou a Peugeot, vai ficar surpreendido ao saber que é nada mais, nada menos que a BMW. Os portugueses podem estar perigosamente próximos do precipício, mas se caírem, caem em grande estilo.

20/10/2013

Quem Governa?

Partilho esta análise muito lúcida, corajosa e perspicaz do que somos, e do que nos trouxe até aqui, publicada na edição de 18 de Outubro do jornal "Correio do Minho". O autor, Prof. Oliveira Rocha tem publicado nos últimos tempos uma série de artigos que deveriam ser de leitura obrigatória para todos os que se interessam pelo presente e futuro de Portugal.
 
"Há mais de cinquenta anos foi publicado um importante livro intitulado: Quem Governa? R. Dahl procurou uma alternativa à visão marxista que via na classe económica dominante a origem do poder. Por outro lado, não acreditava que as políticas fossem determinadas pelos eleitores; criou desta forma a abordagem pluralista à política, insistindo em que vários grupos de interesses competem na esfera política e o papel do governo é funcionar como mediador entre esses grupos.
Relativamente a cada política concreta, nenhum dos grupos tem recursos para decidir só por si; tem que fazer alianças. Ainda, segundo Dahl, os grupos são mais efetivos que os indivíduos; a pluralidade de grupos assegura a competição política; e o processo de negociação dificulta a aparição de extremismos.
Neste contexto, as eleições visam fundamentalmente legitimar os grupos de interesses e não determinar o sentido das políticas públicas.
Esta abordagem comum a G. Sartori, R. Dahl, S. Huntington e J. Shumpeter, explica o que se passa presentemente em Portugal.
Também aqui as decisões políticas resultam da interação entre diversos grupos de interesses que monopolizam o processo político. Só que no nosso país estes grupos não competem entre si, são aliados, funcionando em rede; o seu pessoal circula de grupo para grupo e casam-se entre si. Trata-se de uma classe dominante que suga o país e que decide da nossa vida.
O centro da rede é ocupado pela classe política, constituída pelos partidos que geram os governos e a assembleia, os gestores públicos e a alta administração que implementa as políticas. Mas, na verdade quer Passos Coelho ou Seguro são apenas figurantes; eles dependem dos outros grupos de interesses e presentemente das imposições dos credores.
Neste contexto, os meios de comunicação social têm um papel importante que não se pode confundir com o quarto poder. Desempenham algum controlo sobre os comportamentos dos agentes políticos; todavia, este papel tem limites impostos pela estabilidade e respeito pelos interesses instalados.
Por exemplo, o Secretário de Estado das Finanças e Orçamento foi simplesmente assassinado pelos comentadores políticos (Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Correia Campos), enquanto Rui Machete com um comportamento incomparavelmente mais reprovável foi sempre desculpabilizado. E porquê? Porque é um dos “nossos” - ex-ministro, gestor público, advogado de um grande gabinete e consultor dos diversos bancos. A “pequena” falha do BPN é uma coisa de família em que é melhor não tocar.
Os magistrados têm igualmente um papel importante na rede, já que gerem politicamente os processos que envolvem os políticos. Ora investigam agressivamente para pouco depois congelarem o seu andamento, ora deixam sair informações para a comunicação social. E não falamos do Tribunal Constitucional cujos juízes são escolhidos pelos partidos maioritários e contribuem decididamente para a estabilidade deste sistema.
Em quarto lugar, as grandes empresas de construção civil têm influenciado decididamente as decisões políticas. Parte da crise atual pode ser explicada pelos arranjos das grandes empresas da construção civil, com os bancos e o poder político. Estes grupos de interesses tiveram ao longo dos últimos anos uma ação concertada que desaguou nas parcerias público-privadas. Os bancos emprestavam o dinheiro, as construtoras construíam, o Estado pagava a prazo e os partidos ganhavam eleições. A crise financeira internacional veio pôr o fim neste arranjo.
Não nos podemos esquecer também dos grandes monopólios como a EDP, a GALP e brevemente os Correios que absorvem parte dos ex-governantes e que impõem rendas exorbitantes ao Estado, isto é, aos contribuintes.
Falta fazer uma referência aos grandes escritórios de advogados que contratualizam estas relações, ora representando o Estado, ora as grandes empresas. Em simultâneo, redigem as propostas leis que a Assembleia e o governo sufragam. Como disse atrás estes grupos detêm o poder. Não há conflitos porque isso geraria prejuízos e porque parte do pessoal circula da política para as empresas e destas para a administração dos bancos; por outro lado, são comentadores da televisão, moldando o pensamento de cidadãos que absorvem embebecidos as suas palavras.
Podíamos acrescentar outros grupos de interesses como sejam as universidades. Apesar da sua importância e do seu papel no desenvolvimento e inovação do país, foram atiradas para uma posição secundária. Não admira que assim seja, porquanto parte significativa da classe política é oriunda das universidades privadas com cursos a la carte. De resto é significativo que o número de académicos na superestrutura do governo seja pouco significativo.
Mas em contrapartida, o núcleo duro dos grupos dirigentes vindos em grande parte da Monarquia Constitucional (veja-se os Mexias, Ferreira do Amaral, Dias Ferreira, etc.) tiram os cursos na Católica e na Nova, com mestrados em grandes Universidade inglesas e americanas. Esta gente não brinca em serviço como fazem os políticos, entretidos com os seus pequenos negócios.
É isto a nossa democracia, suportada por uma classe média, criada pelos dinheiros europeus e pela dívida externa. Mas agora que a Troika obriga a pagar aos credores, o seu peso é fortemente reduzido pela diminuição de salários, aumento de impostos e cortes de pensões.
O resto da população é arrastada para a penúria e para o desemprego. Mas enquanto a população paga a dívida, os grupos dominantes que gerem o país defendem-se, mantendo o seu nível de rendimentos. Como diz o Primeiro-Ministro é necessário que os portugueses não gastem mais do que o que produzem, regredindo vinte anos no seu nível de vida."

23/12/2012

Ano Capital

O ano de 2012 que agora termina foi o ano em que se acentuou a crise económica e social em Portugal, com cortes salariais, aumento de impostos, redução de serviços públicos, falências, incumprimento bancário, emigração crescente e de desemprego galopante. O ano de 2012 foi também o ano das capitais: a Capital Europeia da Cultura em Guimarães e a Capital Europeia da Juventude em Braga, com todo o foguetório fátuo que se conhece.
Daqui a uns tempos, com um pouco de distanciamento, esta história vai recordar-nos um célebre navio cuja banda de música continuava a tocar, indiferente ao naufrágio irremediável.

19/05/2010

Encontros do Relógio

"Esta quinta-feira, dia 20 às 22:10 (à hora em que param os relógios) tem inicio no Café A Brasileira uma rubrica de eventos e tertúlias denominada ENCONTROS DO RELÓGIO, que alude ao antigo relógio que havia nesse espaço e que foi e continua a ser (agora pela ausência) uma referência para muitos frequentadores do café. O relógio estava já parado quando foi retirado do tecto durante as obras de remodelação.
O título deste tema inicial, “O ESTADO DAS CULTURAS”, corresponde a uma placa tipográfica encontrada no jardim da Livraria Centésima Página, que foi durante mais de quarenta anos a sede do jornal Diário do Minho. Referia-se na altura, algures nos anos 50, a uma coluna de informações agrícolas. Aqui representa uma perspectiva de abordagem da multiplicidade de culturas que se sobrepõem e interagem, positiva e criativamente ou não, mas que juntas constroem a identidade cultural da cidade.
Os convidados são: Ângela M. Ferreira - fotógrafa, docente e directora de curso na ESAP, responsável em co-autoria pela direcção dos Encontros da Imagem, além de estar envolvida em alguns eventos recentes de sucesso, como o Cinema de Almofada e o Tchau Laura. Alberto Silva - ex-programador cultural da Velha-a-Branca, coleccionador na área de fanzines, ilustração e banda desenhada (e ainda de relógios!) e um comentador activo, em blogues e jornais, da vida cultural da cidade. E Jorge Miguel Corais - director do Parque de Exposições de Braga, um local privilegiado de envolvimento com esse cruzamento e multiplicidade de culturas que o tema da tertúlia pretende realçar. A moderação da conversa está a cargo do jornalista Paulo Sousa."

02/05/2010

Braga a flashar

Nos últimos dias, a grave crise económica, financeira, social e política que assola o país tem tido enorme repercussão em todos os meios de comunicação social, desde a imprensa escrita até à televisão. No meio desta torrente informativa altamente inquietante, o Correio do Minho presenteia-nos com a seguinte notícia: “Braga recebeu maior ‘flash mob dance’ do país”.
São estas coisas que nos tranquilizam e nos fazem acreditar num futuro melhor.

26/04/2010

Da Polícia Municipal

Em relação à crescente insegurança vivida em inúmeros locais da cidade, o Presidente da Câmara de Braga respondeu que a Polícia Municipal, por lei, não tem atribuições de segurança e que «a Polícia Municipal é administrativa, significa que apenas tem funções na área das posturas municipais».
Vejamos o que a Lei n.º 19/2004 de 20 de Maio, estipula relativamente a estas matérias:

"Artigo 2.º - Atribuições
1 - …
2 – As polícias municipais cooperam com as forças de segurança na manutenção da tranquilidade pública e na protecção das comunidades locais.

Artigo 3.º - Funções de polícia
1 - …
2 – As polícias municipais exercem, ainda, funções nos seguintes domínios:
a) Vigilância de espaços públicos ou abertos ao público, designadamente de áreas circundantes de escolas, em coordenação com as forças de segurança;
b) Vigilância nos transportes urbanos locais, em coordenação com as forças de segurança;
c) Intervenção em programas destinados à acção das polícias junto das escolas ou de grupos específicos de cidadãos;
d) Guarda de edifícios e equipamentos públicos municipais, ou outros temporariamente à sua responsabilidade;
e) Regulação e fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal na área de jurisdição municipal."

23/02/2010

Madeira

Gosto muito da Madeira. O Funchal é uma das minhas cidades portuguesas preferidas. Podia até viver lá...

17/02/2010

Os bancos do Bom Jesus

Em meados do ano passado diversos locais do Bom Jesus do Monte entraram em obras. Nessa altura retiraram os bancos de madeira situados na zona do bar-esplanada e até me pareceu acertado, pois o piso alcatroado estava em péssimas condições e os bancos precisavam de ser restaurados. Entretanto, as obras foram andando e esse local tem agora um novo piso empedrado e um pequeno muro à volta, mas os antigos bancos de madeira não regressaram… Espero, sinceramente, que essa falta se deva apenas ao facto de ainda não estarem restaurados, pois esse espaço sem os bancos de madeira perdeu todo o encanto.
Já tinham retirado o mítico óculo onde se podia ver Braga por um canudo, agora retiraram os bancos de madeira e é uma grande pena, pois esse é um dos locais privilegiados para observar tranquilamente a cidade.
foto sacada em psombra

23/01/2010

A Bela e o Mamarracho

O recente regresso do actor João Maria Pinto à Escola Secundária Sá de Miranda para uma conversa informal sobre os tempos de infância e juventude passados em Braga, teve vários méritos, mas principalmente o facto de ter denunciado no próprio local a sua tristeza por ver a centenária escola transformada num mamarracho.
Não escamoteando a relevância do programa de requalificação do parque escolar, nem a necessidade premente de recuperação do edifício da Escola Sá de Miranda, e até de dotá-la de novas valências para melhor responder aos desafios educativos da actualidade, considero absolutamente lamentável a solução arquitectónica que foi adoptada. O enxerto que foi construído na zona frontal descaracteriza completamente todo o conjunto e anula a notável imponência do edifício antigo.
Enfim, mais um edifício “Frankenstein” a juntar aos muitos outros existentes em Braga.

13/01/2010

O Mistério do Parque das Camélias

Tendo em conta as últimas notícias sobre a situação de falência técnica do Parque de Exposições de Braga (PEB), resultante da péssima gestão e dos sucessivos prejuízos acumulados, ainda fico mais intrigado com a obra do Parque de Lazer das Camélias.
Como é que se explica que uma empresa municipal falida, tenha sido o dono de obra do Parque de Lazer das Camélias, construído em vésperas das autárquicas de 2009?
Com as suas próprias instalações a caírem de podre, nas quais gastou em manutenção apenas nove mil euros durante o ano de 2009, como se explica o dispêndio de um milhão de euros no Parque das Camélias, que nada tem a ver com o objecto social do PEB?
Há mistérios insondáveis em Braga…

06/01/2010

Clarabóia

Foi com grande expectativa e satisfação que recebi a clarabóia - agenda cultural da Casa do Professor. A nova agenda, coordenada por João A. Catalão, apresenta as mais diversas actividades para os meses de Janeiro e Fevereiro. Organizada em diversos eixos programáticos que vão do cinema, música, tertúlias, exposições, visitas guiadas, até às actividades lúdicas para todas as idades, promete uma intervenção que não se esgota na Casa do Professor, alargando-se a diversos outros espaços da cidade de Braga.
No contexto do confrangedor panorama cultural bracarense, regista-se com especial agrado este novo ímpeto da Casa do Professor. A acompanhar atentamente no futuro.
(clicar para ampliar)

24/12/2009

Embaixada em Lisboa

O jornal Público de 21 de Dezembro noticia a indigitação de Andreia Galvão para dirigir o Museu de Arte Popular em Lisboa, cuja reabertura se prevê para finais de 2010. A nova directora pretende que este espaço museológico seja “uma embaixada do país em Lisboa onde as autarquias e as comunidades possam mostrar o melhor que se faz nos seus territórios.”
Não deixa de ser espantoso que em pleno séc. XXI, Lisboa e os seus próceres continuem a ver-se como o centro do mundo - a metrópole, e o resto do país como uma parvónia, cujo grande desígnio é ter uma “embaixada” na capital para exibir as suas peculiaridades.
Foto: Gérard Castello Lopes