Stencil de Guaté Mao - Porto - Janeiro 2018
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24/08/2018
14/08/2018
06/11/2016
03/09/2015
Orçamento Participativo - Braga 2016
O projecto "Penico do Céu" nasce da necessidade de intervir, comunicar, gerar interacções e criar novas energias com a cidade. É um projecto democrático e de fruição gratuita que pretende facultar o contacto inesperado com o trabalho de autores de diferentes áreas, suscitando reacções de interrogação, surpresa e reflexão.
A inspiração partiu dos placares públicos informativos que ainda hoje existem em várias cidades, relacionados maioritariamente com obituários, anúncios classificados e divulgação de actividades diversas, pretendendo-se reinventá-los criativamente. O projecto consiste na realização de intervenções artísticas em novos placares ou utilizando estruturas já existentes, como a rede de painéis publicitários espalhados pela cidade. Para além de alguma dose de irreverência, que um projecto como este beneficia, é a situação de exposição a céu aberto que justifica a utilização do epíteto meteorológico como identidade. A programação seria desenvolvida ao longo do ano em quatro edições/estações, recorrendo a sete pontos distribuídos pela cidade. As primeiras edições seriam colectivas e teriam como tema comum as memórias da cidade, podendo ser apresentadas através da fotografia, design gráfico, ilustração, pintura, poesia, história, etc., sendo impressas em papel de acordo com o suporte, preexistente ou não, que venha a ser seleccionado.
Todas as informações relativas ao Penico do Céu e à identificação/localização dos trabalhos estarão disponíveis na Internet.
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17/02/2014
FORÇA PORTUGAL
No meio de tanta notícia sobre a crise, a austeridade,
o desemprego, a emigração e com uma profusão de profetas da desgraça a papaguear
diariamente o pior dos cenários para Portugal, eis que surge um novo indicador
que nos enche de esperança para o futuro. Segundo os dados de Janeiro de 2014
da Associação Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), venderam-se 31,9% mais
carros do que em Janeiro do ano anterior. Mas quem pensar que o líder do mercado
nacional de ligeiros é a Renault, a Volkswagen, a Nissan ou a Peugeot, vai
ficar surpreendido ao saber que é nada mais, nada menos que a BMW. Os portugueses
podem estar perigosamente próximos do precipício, mas se caírem, caem em grande
estilo.
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20/10/2013
Quem Governa?
Partilho esta análise muito lúcida, corajosa e perspicaz do que somos, e do que nos trouxe até aqui, publicada na edição de 18 de Outubro do jornal "Correio do Minho". O autor, Prof. Oliveira Rocha tem publicado nos últimos tempos uma série de artigos que deveriam ser de leitura obrigatória para todos os que se interessam pelo presente e futuro de Portugal.
"Há mais de
cinquenta anos foi publicado um importante livro intitulado: Quem Governa? R.
Dahl procurou uma alternativa à visão marxista que via na classe económica
dominante a origem do poder. Por outro lado, não acreditava que as políticas
fossem determinadas pelos eleitores; criou desta forma a abordagem pluralista à
política, insistindo em que vários grupos de interesses competem na esfera
política e o papel do governo é funcionar como mediador entre esses grupos.
Relativamente a cada política concreta, nenhum dos grupos tem recursos para decidir só por si; tem que fazer alianças. Ainda, segundo Dahl, os grupos são mais efetivos que os indivíduos; a pluralidade de grupos assegura a competição política; e o processo de negociação dificulta a aparição de extremismos.
Relativamente a cada política concreta, nenhum dos grupos tem recursos para decidir só por si; tem que fazer alianças. Ainda, segundo Dahl, os grupos são mais efetivos que os indivíduos; a pluralidade de grupos assegura a competição política; e o processo de negociação dificulta a aparição de extremismos.
Neste contexto,
as eleições visam fundamentalmente legitimar os grupos de interesses e não
determinar o sentido das políticas públicas.
Esta abordagem
comum a G. Sartori, R. Dahl, S. Huntington e J. Shumpeter, explica o que se passa
presentemente em Portugal.
Também aqui as
decisões políticas resultam da interação entre diversos grupos de interesses
que monopolizam o processo político. Só que no nosso país estes grupos não
competem entre si, são aliados, funcionando em rede; o seu pessoal circula de
grupo para grupo e casam-se entre si. Trata-se de uma classe dominante que suga
o país e que decide da nossa vida.
O centro da rede
é ocupado pela classe política, constituída pelos partidos que geram os
governos e a assembleia, os gestores públicos e a alta administração que
implementa as políticas. Mas, na verdade quer Passos Coelho ou Seguro são
apenas figurantes; eles dependem dos outros grupos de interesses e
presentemente das imposições dos credores.
Neste contexto,
os meios de comunicação social têm um papel importante que não se pode
confundir com o quarto poder. Desempenham algum controlo sobre os
comportamentos dos agentes políticos; todavia, este papel tem limites impostos
pela estabilidade e respeito pelos interesses instalados.
Por exemplo, o
Secretário de Estado das Finanças e Orçamento foi simplesmente assassinado
pelos comentadores políticos (Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Correia
Campos), enquanto Rui Machete com um comportamento incomparavelmente mais
reprovável foi sempre desculpabilizado. E porquê? Porque é um dos “nossos” -
ex-ministro, gestor público, advogado de um grande gabinete e consultor dos
diversos bancos. A “pequena” falha do BPN é uma coisa de família em que é
melhor não tocar.
Os magistrados têm igualmente um papel importante na rede, já que gerem politicamente os processos que envolvem os políticos. Ora investigam agressivamente para pouco depois congelarem o seu andamento, ora deixam sair informações para a comunicação social. E não falamos do Tribunal Constitucional cujos juízes são escolhidos pelos partidos maioritários e contribuem decididamente para a estabilidade deste sistema.
Os magistrados têm igualmente um papel importante na rede, já que gerem politicamente os processos que envolvem os políticos. Ora investigam agressivamente para pouco depois congelarem o seu andamento, ora deixam sair informações para a comunicação social. E não falamos do Tribunal Constitucional cujos juízes são escolhidos pelos partidos maioritários e contribuem decididamente para a estabilidade deste sistema.
Em quarto lugar,
as grandes empresas de construção civil têm influenciado decididamente as
decisões políticas. Parte da crise atual pode ser explicada pelos arranjos das
grandes empresas da construção civil, com os bancos e o poder político. Estes
grupos de interesses tiveram ao longo dos últimos anos uma ação concertada que
desaguou nas parcerias público-privadas. Os bancos emprestavam o dinheiro, as
construtoras construíam, o Estado pagava a prazo e os partidos ganhavam
eleições. A crise financeira internacional veio pôr o fim neste arranjo.
Não nos podemos esquecer também dos grandes monopólios como a EDP, a GALP e brevemente os Correios que absorvem parte dos ex-governantes e que impõem rendas exorbitantes ao Estado, isto é, aos contribuintes.
Não nos podemos esquecer também dos grandes monopólios como a EDP, a GALP e brevemente os Correios que absorvem parte dos ex-governantes e que impõem rendas exorbitantes ao Estado, isto é, aos contribuintes.
Falta fazer uma
referência aos grandes escritórios de advogados que contratualizam estas
relações, ora representando o Estado, ora as grandes empresas. Em simultâneo,
redigem as propostas leis que a Assembleia e o governo sufragam. Como disse
atrás estes grupos detêm o poder. Não há conflitos porque isso geraria
prejuízos e porque parte do pessoal circula da política para as empresas e
destas para a administração dos bancos; por outro lado, são comentadores da
televisão, moldando o pensamento de cidadãos que absorvem embebecidos as suas
palavras.
Podíamos
acrescentar outros grupos de interesses como sejam as universidades. Apesar da
sua importância e do seu papel no desenvolvimento e inovação do país, foram
atiradas para uma posição secundária. Não admira que assim seja, porquanto
parte significativa da classe política é oriunda das universidades privadas com
cursos a la carte. De resto é significativo que o número de académicos na
superestrutura do governo seja pouco significativo.
Mas em
contrapartida, o núcleo duro dos grupos dirigentes vindos em grande parte da
Monarquia Constitucional (veja-se os Mexias, Ferreira do Amaral, Dias Ferreira,
etc.) tiram os cursos na Católica e na Nova, com mestrados em grandes
Universidade inglesas e americanas. Esta gente não brinca em serviço como fazem
os políticos, entretidos com os seus pequenos negócios.
É isto a nossa
democracia, suportada por uma classe média, criada pelos dinheiros europeus e
pela dívida externa. Mas agora que a Troika obriga a pagar aos credores, o seu
peso é fortemente reduzido pela diminuição de salários, aumento de impostos e cortes
de pensões.
O resto da
população é arrastada para a penúria e para o desemprego. Mas enquanto a
população paga a dívida, os grupos dominantes que gerem o país defendem-se,
mantendo o seu nível de rendimentos. Como diz o Primeiro-Ministro é necessário
que os portugueses não gastem mais do que o que produzem, regredindo vinte anos
no seu nível de vida."
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23/12/2012
Ano Capital
O ano de 2012 que agora termina foi
o ano em que se acentuou a crise económica e social em Portugal, com cortes
salariais, aumento de impostos, redução de serviços públicos, falências, incumprimento
bancário, emigração crescente e de desemprego galopante. O ano de 2012
foi também o ano das capitais: a Capital Europeia da Cultura em Guimarães e
a Capital Europeia da Juventude em Braga, com todo o foguetório fátuo que se conhece.
Daqui a uns tempos, com um pouco
de distanciamento, esta história vai recordar-nos um célebre navio cuja banda
de música continuava a tocar, indiferente ao naufrágio irremediável.
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19/05/2010
Encontros do Relógio
"Esta quinta-feira, dia 20 às 22:10 (à hora em que param os relógios) tem inicio no Café A Brasileira uma rubrica de eventos e tertúlias denominada ENCONTROS DO RELÓGIO, que alude ao antigo relógio que havia nesse espaço e que foi e continua a ser (agora pela ausência) uma referência para muitos frequentadores do café. O relógio estava já parado quando foi retirado do tecto durante as obras de remodelação.O título deste tema inicial, “O ESTADO DAS CULTURAS”, corresponde a uma placa tipográfica encontrada no jardim da Livraria Centésima Página, que foi durante mais de quarenta anos a sede do jornal Diário do Minho. Referia-se na altura, algures nos anos 50, a uma coluna de informações agrícolas. Aqui representa uma perspectiva de abordagem da multiplicidade de culturas que se sobrepõem e interagem, positiva e criativamente ou não, mas que juntas constroem a identidade cultural da cidade.
Os convidados são: Ângela M. Ferreira - fotógrafa, docente e directora de curso na ESAP, responsável em co-autoria pela direcção dos Encontros da Imagem, além de estar envolvida em alguns eventos recentes de sucesso, como o Cinema de Almofada e o Tchau Laura. Alberto Silva - ex-programador cultural da Velha-a-Branca, coleccionador na área de fanzines, ilustração e banda desenhada (e ainda de relógios!) e um comentador activo, em blogues e jornais, da vida cultural da cidade. E Jorge Miguel Corais - director do Parque de Exposições de Braga, um local privilegiado de envolvimento com esse cruzamento e multiplicidade de culturas que o tema da tertúlia pretende realçar. A moderação da conversa está a cargo do jornalista Paulo Sousa."
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02/05/2010
Braga a flashar
Nos últimos dias, a grave crise económica, financeira, social e política que assola o país tem tido enorme repercussão em todos os meios de comunicação social, desde a imprensa escrita até à televisão. No meio desta torrente informativa altamente inquietante, o Correio do Minho presenteia-nos com a seguinte notícia: “Braga recebeu maior ‘flash mob dance’ do país”.
São estas coisas que nos tranquilizam e nos fazem acreditar num futuro melhor.
26/04/2010
Da Polícia Municipal
Vejamos o que a Lei n.º 19/2004 de 20 de Maio, estipula relativamente a estas matérias:
"Artigo 2.º - Atribuições
1 - …
2 – As polícias municipais cooperam com as forças de segurança na manutenção da tranquilidade pública e na protecção das comunidades locais.
Artigo 3.º - Funções de polícia
1 - …
2 – As polícias municipais exercem, ainda, funções nos seguintes domínios:
a) Vigilância de espaços públicos ou abertos ao público, designadamente de áreas circundantes de escolas, em coordenação com as forças de segurança;
b) Vigilância nos transportes urbanos locais, em coordenação com as forças de segurança;
c) Intervenção em programas destinados à acção das polícias junto das escolas ou de grupos específicos de cidadãos;
d) Guarda de edifícios e equipamentos públicos municipais, ou outros temporariamente à sua responsabilidade;
e) Regulação e fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal na área de jurisdição municipal."
23/02/2010
Madeira
17/02/2010
Os bancos do Bom Jesus
Em meados do ano passado diversos locais do Bom Jesus do Monte entraram em obras. Nessa altura retiraram os bancos de madeira situados na zona do bar-esplanada e até me pareceu acertado, pois o piso alcatroado estava em péssimas condições e os bancos precisavam de ser restaurados. Entretanto, as obras foram andando e esse local tem agora um novo piso empedrado e um pequeno muro à volta, mas os antigos bancos de madeira não regressaram… Espero, sinceramente, que essa falta se deva apenas ao facto de ainda não estarem restaurados, pois esse espaço sem os bancos de madeira perdeu todo o encanto.Já tinham retirado o mítico óculo onde se podia ver Braga por um canudo, agora retiraram os bancos de madeira e é uma grande pena, pois esse é um dos locais privilegiados para observar tranquilamente a cidade.
foto sacada em psombra
23/01/2010
A Bela e o Mamarracho
O recente regresso do actor João Maria Pinto à Escola Secundária Sá de Miranda para uma conversa informal sobre os tempos de infância e juventude passados em Braga, teve vários méritos, mas principalmente o facto de ter denunciado no próprio local a sua tristeza por ver a centenária escola transformada num mamarracho.Não escamoteando a relevância do programa de requalificação do parque escolar, nem a necessidade premente de recuperação do edifício da Escola Sá de Miranda, e até de dotá-la de novas valências para melhor responder aos desafios educativos da actualidade, considero absolutamente lamentável a solução arquitectónica que foi adoptada. O enxerto que foi construído na zona frontal descaracteriza completamente todo o conjunto e anula a notável imponência do edifício antigo.
Enfim, mais um edifício “Frankenstein” a juntar aos muitos outros existentes em Braga.
13/01/2010
O Mistério do Parque das Camélias
Tendo em conta as últimas notícias sobre a situação de falência técnica do Parque de Exposições de Braga (PEB), resultante da péssima gestão e dos sucessivos prejuízos acumulados, ainda fico mais intrigado com a obra do Parque de Lazer das Camélias.Como é que se explica que uma empresa municipal falida, tenha sido o dono de obra do Parque de Lazer das Camélias, construído em vésperas das autárquicas de 2009?
Com as suas próprias instalações a caírem de podre, nas quais gastou em manutenção apenas nove mil euros durante o ano de 2009, como se explica o dispêndio de um milhão de euros no Parque das Camélias, que nada tem a ver com o objecto social do PEB?
Há mistérios insondáveis em Braga…
06/01/2010
Clarabóia
Foi com grande expectativa e satisfação que recebi a clarabóia - agenda cultural da Casa do Professor. A nova agenda, coordenada por João A. Catalão, apresenta as mais diversas actividades para os meses de Janeiro e Fevereiro. Organizada em diversos eixos programáticos que vão do cinema, música, tertúlias, exposições, visitas guiadas, até às actividades lúdicas para todas as idades, promete uma intervenção que não se esgota na Casa do Professor, alargando-se a diversos outros espaços da cidade de Braga.24/12/2009
Embaixada em Lisboa
O jornal Público de 21 de Dezembro noticia a indigitação de Andreia Galvão para dirigir o Museu de Arte Popular em Lisboa, cuja reabertura se prevê para finais de 2010. A nova directora pretende que este espaço museológico seja “uma embaixada do país em Lisboa onde as autarquias e as comunidades possam mostrar o melhor que se faz nos seus territórios.”Não deixa de ser espantoso que em pleno séc. XXI, Lisboa e os seus próceres continuem a ver-se como o centro do mundo - a metrópole, e o resto do país como uma parvónia, cujo grande desígnio é ter uma “embaixada” na capital para exibir as suas peculiaridades.
Foto: Gérard Castello Lopes
04/12/2009
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