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04/11/2009

Ostia, 02 Nov 1975

Ostia (the Death of Pasolini)
There 's honey in the hollows
And the contours
of the body
A sluggish golden river
A sickly golden trickle
A golden, sticky trickle
You can hear
the bones humming
And the car reverses over
The body in the basin
In the shallow sea-plane basin.
And the car reverses over
And his body rolls over
Crushed from the shoulder
You can hear the
Bones humming
Singing like a puncture
Killed to keep
the world turning
Throw his bones over
The White Cliffs
of Dover
Into the sea
The Sea of Rome
And the bloodstained
coast
Of Ostia
Leon like a lion
Sleeping in
the sunshine.
Lion lies down.
"Out of the strong
Came forth sweetness."
Throw his bones over
The White Cliffs
of Dover
And murder me
In Ostia.
The Sea of Rome.
You can hear his bones humming.
Throw his bones over
The White Cliffs
of Dover
And into the sea
The Sea of Rome
Then murder me,
In Ostia.
COIL: "Horse Rotorvator" (Force & Form/K.422/Some Bizarre, 1987)

17/09/2009

Manifesto Contra!

Joana Baptista Costa e Mariana Leão; Caldas da Rainha - Maio 2004

06/09/2009

Crónica de um Fracasso Anunciado

Novo capítulo no longo historial de fracassos da acção cultural da Câmara de Braga. No passado mês de Março, o Pelouro da Cultura anunciou a realização da 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga. À Bienal podiam candidatar-se os artistas naturais ou residentes em Braga com trabalhos de pintura, fotografia, escultura, instalação, multimédia, performance, etc. As candidaturas seriam apreciadas por uma Comissão de Especialistas nomeada pela Câmara. Com esta iniciativa a autarquia propunha-se “contribuir para o desenvolvimento cultural do concelho” e promover a “divulgação dos artistas plásticos bracarenses”.
A Bienal teria a duração de um mês e meio (de 18 de Setembro a 31 de Outubro), e as exposições decorreriam em 4 locais distintos: Casa dos Crivos, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Mosteiro de Tibães e Museu D. Diogo de Sousa.
Era do mais elementar bom senso prever que esta iniciativa estava condenada ao insucesso logo à nascença: - quais os artistas que quereriam participar numa Bienal que não apresentava qualquer estratégia, programa ou ambição e que se restringia apenas aos artistas bracarenses? – Que interesse havia em participar numa Bienal que não tinha qualquer prémio? - E cuja organização, ainda por cima, não se responsabilizava por qualquer dano ou extravio das obras, tendo que ser os artistas a pagar o seguro?
Por outro lado, os artistas bracarenses sendo conhecedores do desprezo crónico que a autarquia sempre dedicou à arte e à cultura, estranhariam o oportunismo da realização de uma Bienal em época de eleições. Obviamente, que os artistas não quereriam ser ingénuos instrumentos de um poder municipal que apenas pretendia dar a aparência de ser sensível às artes plásticas.
Pelos pressupostos enunciados, aguardávamos com natural expectativa a concretização da 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga a realizar-se este mês.
Foi sem surpresa, que uma pomposa Bienal rapidamente se transformou numa modesta Mostra. O evento que deveria decorrer em 4 locais distintos da cidade vai restringir-se apenas ao Museu D. Diogo de Sousa. O que se previa que duraria um mês e meio vai agora ser despachado apressadamente em curtos 15 dias (de 4 a 20 de Setembro).
Tudo isto seria apenas deprimente, se não fosse tão inquietante: - que imagem passa da nossa cidade para o exterior, quando qualquer cidade ou vila de Portugal (Vila Nova Cerveira, Vila Verde, Porto Santo, Amadora, Caminha, Chaves, etc., etc.) consegue realizar uma Bienal de Artes e aquela que se diz a terceira cidade do país não é capaz disso? – Se não são capazes sequer de organizar uma mera Bienal de Artes Plásticas, como queriam realizar uma Capital Europeia da Cultura?
Qual a imagem dos artistas bracarenses que vai perpassar para os turistas e demais visitantes pelo que é apresentado no Museu D. Diogo de Sousa?
A responsável do Pelouro da Cultura de Braga anunciou com a sua habitual fleuma, que “mercê de contingências inerentes a uma primeira edição, esta Bienal de Artes Plásticas registou uma baixa adesão, não alcançando muitos dos objectivos que lhe estão subjacentes.” Acrescentando que na próxima Bienal vão reformular o Regulamento. Será que andam a treinar a organização de Bienais?
(também publicado na edição de 09/09/2009 do jornal Diário do Minho)

03/09/2009

--------------------------- NORMAS DE PARTICIPAÇÃO

EXPRESSÕES ARTÍSTICAS
A 1.ª Bienal é aberta a todas as expressões artísticas consideradas hoje património das artes plásticas: artes bidimensionais e tridimensionais, arte multimédia e arte performativa.
As candidaturas serão apreciadas por uma Comissão de especialistas na área das artes plásticas, que seleccionará os participantes.

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO E INSCRIÇÃO
1) Podem candidatar-se, maiores de 18 anos, naturais e/ou residentes do concelho de Braga.
2) O candidato deve apresentar um currículo reduzido (detalhes da carreira artística, prémios, principais exposições), no máximo de 1000 caracteres, e 5 imagens, em 2 formato digital (jpg, mínimo 300 dpi), de obras recentes, e a correspondente ficha técnica, mencionando as duas que integrarão a Bienal, caso seja seleccionado.
3) O candidato deve, ainda, remeter a ficha de inscrição, fornecida pela organização, totalmente preenchida, devidamente assinada, que deverá dar entrada, até 31 de Março, na Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Braga, pessoalmente, no horário de expediente (das 9h00 às 17h30), ou ser enviada por correio, postal ou electrónico, para:
Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Braga
Convento do Pópulo
Praça Conde de Agrolongo
4700-312 BRAGA
cultura@cm-braga.pt
4) A Divisão de Cultura emitirá um recibo (entregue pela via em que for recebida a candidatura, pessoalmente, correio postal ou electrónico), que comprovará a entrada da candidatura nos seus serviços.

COMISSÃO ORGANIZADORA
Cabe à Comissão Organizadora analisar as inscrições e verificar do cumprimento das normas de participação.

COMISSÃO DE SELECÇÃO
A Comissão de Selecção, convidada pela Câmara Municipal de Braga, sob proposta da Comissão Organizadora, será constituída por personalidades representativas da área das Artes Plásticas e oportunamente divulgada. A Comissão de Selecção fará a selecção das obras a expor, tendo em conta as imagens e respectivas fichas técnicas, enviadas aquando da inscrição.
Esta selecção só será efectiva, após o confronto das obras com as imagens, enviadas anteriormente, e verificada a sua qualidade estética e técnica.
A todos os artistas será comunicada, pela Comissão Organizadora, a decisão da Comissão de Selecção.
Não haverá recurso nem justificação das decisões das Comissões, salvo as apreciações que forem exaradas em acta.

ENTREGA DOS TRABALHOS SELECCIONADOS
1) Os artistas seleccionados devem entregar as obras, em data e local a designar, atempadamente, pela organização e preencher a respectiva ficha de participação.
2) As obras devem ser acompanhadas de uma ficha técnica impressa e em formato digital (PC-Word).
3) Cada obra deve ser devidamente identificada com o título e o nome do autor. As esculturas, instalação ou outras obras tridimensionais, ou compostas, devem ser acompanhadas de envelope contendo fotos, indicando a sua correcta posição e montagem.
4) As obras de colocação vertical, em parede, não podem exceder 200 centímetros, e os volumes 150 centímetros, nas suas maiores dimensões.
5) As obras devem ser entregues com as condições técnicas necessárias à sua exposição, e incluir os acessórios, para o efeito.
6) As obras, de carácter precário, ou efémero, serão montadas pelo autor. O mesmo sucede, quanto ao seu levantamento, no final da Bienal.
7) As obras em formato digital devem ser híbridas, capazes de correrem em sistemas Mac ou PC, editadas em CD ou DVD, e que possam ser lidas no programa Windows Média Player ou QuickTime.

SEGURO
Cabe ao artista, se assim entender, a responsabilidade de efectuar o seguro das suas obras. A organização e as entidades de acolhimento das exposições não se responsabilizam por quaisquer danos ou extravio das obras.

LOCAIS DE EXPOSIÇÃO
A 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga contará com os seguintes locais para exposição dos trabalhos: Casa dos Crivos, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Mosteiro S. Martinho de Tibães e Museu D. Diogo de Sousa.
A distribuição das obras pelos locais é da inteira responsabilidade da Comissão Organizadora.
A montagem de todas as obras será articulada entre a Comissão Organizadora, as instituições de acolhimento, e, quando necessário, o artista.
O horário de funcionamento cumprirá os horários habituais de abertura ao público levado a cabo por cada espaço.

CATÁLOGO
Será executado um catálogo da Bienal que integrará a reprodução de, pelo menos um trabalho, por participante, bem como o curriculum, enviado, aquando da candidatura.
A ordem de apresentação será a alfabética. Cada participante terá direito a um catálogo, gratuitamente.

VENDA
Os artistas, que optarem pela possibilidade de venderem as suas obras, deverão mencioná-lo na ficha de participação, indicando os respectivos preços.

DIVULGAÇÃO
Os artistas autorizam a menção dos seus nomes e reprodução das suas obras, quer no catálogo, quer no material de promoção e divulgação da 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga.

LEVANTAMENTO DOS TRABALHOS
As obras devem ser levantadas de 2 a 6 de Novembro, nos locais onde estiveram expostas.
Expirado o prazo estabelecido, as instituições de acolhimento não se responsabilizam pelas obras não levantadas. Cabe à Comissão Organizadora decidir do destino a dar a essas obras.

CASOS OMISSOS
A resolução dos casos omissos nestas normas, ou de outros imponderáveis, serão da responsabilidade exclusiva da organização.
Estas normas regem-se pelos ditames da boa fé, assim devendo ser interpretadas e executadas.

A Comissão Organizadora

02/09/2009

Faltam 15 dias para a Grande Bienal...

"Com o objectivo de contribuir para o desenvolvimento cultural do concelho, a Câmara Municipal de Braga, através do Pelouro da Cultura, promove, em 2009 (18 de Setembro a 31 de Outubro), a 1.ª Bienal de Artes Plásticas de Braga, edição dedicada à divulgação dos artistas plásticos bracarenses.

Para a preparação e desenvolvimento desta iniciativa, o Município conta com a colaboração de uma Comissão Organizadora que integra representantes de instituições culturais e artistas do concelho."

in Agenda Braga Cultural n.º 143 de Março de 2009

08/08/2009

Chris Jordan

Gyre, 2009 - 8x11 feet, in three vertical panels

Depicts 2.4 million pieces of plastic, equal to the estimated number of pounds of plastic pollution that enter the world's oceans every hour. All of the plastic in this image was collected from the Pacific Ocean.